Estratégia de Defesa em Questão
A expectativa de que o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), apresentaria provas concretas para contestar a operação Erga Omnis foi transformada em frustração no cenário político e entre os eleitores do Amazonas. Ao se lançar como candidato ao governo do estado, após apenas um ano de mandato, Almeida não conseguiu cumprir suas promessas, abrindo caminho para uma retaliatória do deputado federal Amom Mandel (Cidadania).
Na live intitulada “A verdade vai aparecer”, realizada nesta terça-feira, 24 de fevereiro, Mandel promete expor tecnicamente a estratégia de defesa de Almeida, considerada por analistas políticos como um “chilique institucional”. O deputado tem a intenção de abordar cinco pontos críticos que o prefeito tentou encobrir com ataques direcionados ao governo estadual e à Polícia Civil do Amazonas.
Pontos Críticos em Debate
Entre os tópicos que Mandel pretende explorar está a posição de Almeida em relação ao vice-governador Tadeu de Souza. O deputado questionará o episódio em que Almeida, de maneira instintiva, procurou silenciar os xingamentos de seus apoiadores ao vice-governador, que pode ser um adversário nas próximas eleições.
Outro ponto que será examinado é o que Mandel denomina como “escudo da prefeitura”. Aqui, o deputado pretende evidenciar o uso do setor jurídico municipal para evitar a prisão de Anabela Cardoso Freitas, levantando a possibilidade de desvio de finalidade.
Matematizando a Defesa
Em relação à movimentação financeira da assessora de Almeida, de R$ 1,5 milhão, Mandel se propõe a desmantelar a tentativa do prefeito de “normalizar” essa quantia apenas somando salários e pensões, apresentando uma visão crítica sobre a transparência da gestão.
O silêncio de Almeida sobre os vínculos documentados entre a estrutura pública e o crime organizado também será um tema de destaque na live. A recusa do prefeito em se explicar acerca das ligações identificadas pela investigação gerou desconfiança e indignação.
Crítica à Instrumentalização Política
Por fim, Mandel criticará a instrumentalização de um evento político-eleitoral por Almeida, que, segundo o deputado, serve mais como uma blindagem pessoal do que um esforço para garantir a governabilidade da Prefeitura de Manaus.
Nos bastidores, analistas veem que a abordagem de Almeida, ao poupar o vice-governador Tadeu de Souza enquanto ataca a operação e o governador Wilson Lima, reflete uma tática de sobrevivência política vulnerável e arriscada.
Uma Despedida Sob Sombras
Sem as “provas de inocência” que prometeu apresentar, o prefeito deixou o cargo sob o peso de uma sombra policial que Mandel agora quer expor em detalhes. A live do parlamentar busca reforçar a ideia de que a operação Erga Omnis não é uma manobra política, mas sim uma realidade judicial fundamentada que Almeida não conseguiu refutar de forma convincente.
Com as luzes voltadas para a transmissão, a expectativa é que Mandel consiga não apenas apresentar argumentos consistentes, mas também moldar a percepção do público sobre a integridade da operação e os reais interesses por trás das ações de Almeida.
