Desaparecidos no Amazonas
Cinco pessoas continuam desaparecidas desde o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido em 13 de fevereiro. As operações de resgate, conduzidas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), entraram nesta sexta-feira (20) no sétimo dia de busca, sem resultados positivos até o momento.
Os militares já percorreram cerca de 238 quilômetros ao longo do Rio Amazonas em sua incansável tentativa de encontrar os desaparecidos. Infelizmente, até agora, foram confirmados três óbitos relacionados ao incidente.
Na data de hoje, um contingente de 57 bombeiros, que inclui 16 mergulhadores e 14 embarcações, está ativamente envolvido nas buscas. Além disso, recursos como drones e um helicóptero foram utilizados ao longo da semana, ampliando a eficácia das operações de resgate.
As buscas foram suspensas durante a noite devido a questões técnicas e de segurança, mas estão programadas para recomeçar na manhã de sábado (21). No dia do naufrágio, duas pessoas perderam a vida, e, posteriormente, na manhã de segunda-feira (16), durante o quarto dia de operações, o corpo de um homem foi encontrado.
O naufrágio da lancha ocorreu enquanto os passageiros viajavam de Manaus para Nova Olinda do Norte, em um trecho do rio onde os rios Negro e Solimões se encontram, uma região conhecida por suas correntes fortes e complexidades navegacionais. O incidente gerou alarmes entre as autoridades, que intensificaram os esforços para evitar que tragédias semelhantes voltem a acontecer.
Essa situação, de fato, levanta discussões sobre a segurança na navegação na região amazônica. Especialistas enfatizam a necessidade de medidas mais rigorosas para garantir a proteção de passageiros e embarcações. Um especialista local, que preferiu não ser identificado, comentou que “é fundamental que as autoridades revejam as normas de segurança e façam uma fiscalização mais rigorosa sobre as embarcações que operam na região”.
Além das investigações sobre o naufrágio, a comunidade local está unida em apoio às famílias afetadas, demonstrando solidariedade em um momento tão difícil. As redes sociais têm sido uma ferramenta importante para disseminar informações e prestar homenagem aos que perderam a vida naquela fatídica viagem.
À medida que as buscas continuam, todos aguardam com esperança que as equipes de resgate consigam localizar os cinco desaparecidos, e que a tragédia possa trazer à tona mudanças significativas na navegação no Amazonas, evitando que a dor de hoje se repita no futuro.
