A Importância da Exploração Energética no Amazonas
A Unidade de Ambiente de Negócios de Petróleo, Gás e Energia do Sebrae identificou um grande potencial energético na Região Norte como um forte impulsionador do desenvolvimento socioeconômico territorial. Este cenário abre uma série de oportunidades para a criação de empregos e renda nos municípios locais, especialmente com o aumento dos investimentos nas áreas de energia e petróleo.
Essa análise foi compartilhada em uma entrevista à Brasil Energia pela gestora do Polo Onshore do Sebrae, Aline Lobo, durante o Amazonas Óleo, Gás & Energia – Expo e Conferência 2026, que teve início na segunda-feira (23) no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, e se estenderá até esta quarta-feira (25).
Transformação Socioeconômica na Região Amazônica
Na visão de Lobo, assim como aconteceu em diversos municípios do Nordeste, onde investimentos em energia resultaram em mudanças significativas, a Amazônia também pode passar por um processo semelhante. A exploração nas áreas de petróleo, gás e energia tem o potencial de gerar riqueza local.
“Nosso objetivo é aumentar a participação dos pequenos negócios na cadeia de suprimento desse setor. Essa é uma prioridade. Mas, igualmente importante, é reconhecer o papel do setor de petróleo e gás como um vetor de desenvolvimento socioeconômico”, explicou Aline Lobo.
Ela acrescentou que, quando essa indústria se estabelece em um município, gera riqueza por meio dos royalties, além dos próprios investimentos das operadoras em projetos de exploração e produção. Esses investimentos muitas vezes resultam em iniciativas que promovem impactos positivos tanto ambientais quanto sociais.
Impactos Diretos na Economia Local
“Observamos transformações significativas na realidade local, como o aumento da arrecadação e do PIB, além de uma elevação na renda per capita. Novas empresas surgem na região, o que se traduz em mais empregos e oportunidades de renda”, enfatizou a gestora do Sebrae.
Aline Lobo também destacou que a dinâmica do mercado na Região Norte apresenta particularidades, especialmente em comparação com os estados do Nordeste. Desafios logísticos se impõem, mas também ampliam as oportunidades de negócios na cadeia de suprimentos.
“Identificamos que o verdadeiro desafio é fomentar essa cadeia, pois ela representa um gargalo na região. As atividades de exploração e produção ocorrem em localidades remotas e de difícil acesso, ao contrário de regiões litorâneas, onde há infraestrutura como portos e aeroportos”, ressalta.
Desafios e Oportunidades no Amapá
A situação no Amapá também é um exemplo claro. A Petrobras iniciou atividades exploratórias que demandarão o desenvolvimento de centros logísticos adequados. “É imprescindível que uma base logística seja estabelecida para suportar toda a atividade de exploração e produção de petróleo. Novas empresas, como as de logística e portuárias, estão atentas a essa nova dinâmica e buscando oportunidades de instalação na região”, comentou Aline.
Ela ressaltou a relevância de eventos como o Amazonas OGE, que proporcionam interação entre as empresas e onde o Polo Onshore do Sebrae tem desempenhado um papel fundamental na curadoria dos temas discutidos, bem como na escolha dos participantes, tudo alinhado com os interesses locais.
Investimentos em um Contexto de Mudanças Globais
A gestora também enfatizou a importância dos novos investimentos exploratórios na região, especialmente em um cenário global marcado por conflitos, como os do Oriente Médio, que impactam os preços dos combustíveis, mesmo no contexto de transição energética.
“A descarbonização é um caminho sem volta e extremamente necessário. É preciso frisar que a transição já está em curso e vem ocorrendo há muito tempo. O setor de petróleo, por exemplo, é um dos maiores financiadores dessa transição, investindo em biocombustíveis e em fontes de energia renováveis”, afirmou.
De acordo com Aline Lobo, é fundamental que o país não negligencie a exploração de suas reservas, não apenas para gerar riqueza, mas também para garantir a segurança energética nacional.
