Desvendando o Polo Industrial de Manaus
No início de 2026, a Superintendência da Zona Franca de Manaus informou que o polo industrial mantém mais de 129 mil empregos diretos, destacando a relevância da atividade industrial no estado. Gabriel, um trabalhador local, compartilhou a importância do ambiente colaborativo, onde profissionais de diversas áreas se unem em torno de um mesmo objetivo: a produção de celulares, motos e outros produtos. “São pessoas de áreas diferentes, com perfis diferentes, mas todas unidas pelo mesmo objetivo”, afirmou em entrevista ao g1.
A experiência no Polo Industrial vai além das funções executivas. Gabriel ressalta que o senso de comunidade é um dos grandes atributos do Distrito Industrial, onde interações diárias entre colaboradores de diferentes empresas são comuns. “No fim do expediente, todo mundo se encontra e conversa. Isso fortalece muito o ambiente profissional”, explica.
Cultura e Diversidade no Trabalho
Hoje, Gabriel trabalha em uma empresa do setor tecnológico e destaca a presença de multinacionais no polo e como estas interagem com a cultura local. “Tem empresas chinesas, japonesas e europeias, todas se adaptando ao nosso jeito. Mostramos nossa cultura e nosso modo de trabalhar, e isso é muito valorizado”, afirmou. Ele também enfatizou o reconhecimento da mão de obra amazonense, que é frequentemente escolhida para atender demandas internacionais.
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“Nosso trabalho é muitas vezes escolhido por pessoas de outros países que vêm ao nosso estado em busca de qualidade. Vemos um resultado crescente ano após ano, com melhores produtos e um padrão elevado”, destacou Gabriel, ressaltando a importância do Dia do Trabalhador para reconhecer a força da mão de obra do Polo Industrial de Manaus.
Estabilidade e Crescimento na Zona Franca de Manaus
Os dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus revelam que, no início de 2026, o modelo industrial representa mais de 129 mil postos de trabalho. O relatório do primeiro bimestre indicou que o Polo Industrial de Manaus (PIM) fechou fevereiro com 128.985 trabalhadores, incluindo efetivos, temporários e terceirizados. A média mensal de empregos diretos nos dois primeiros meses foi de 129.254, que mostra estabilidade em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar da estabilidade na receita, o setor apresentou crescimento nas exportações, que totalizaram US$ 125,29 milhões no acumulado do bimestre, representando um aumento de 27,28% em comparação com 2025. O superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, comentou que esses números refletem a força do modelo industrial: “Manter uma média de mais de 129 mil trabalhadores ativos demonstra a força estrutural do polo, além do aumento significativo nas exportações, que provam a competitividade das indústrias da Zona Franca de Manaus no mercado internacional”.
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Recorde de Empregos e Setores em Destaque
A quantidade de empregos no PIM se aproxima do maior número já registrado, que foi de 131.446 trabalhadores em abril de 2025, consolidando um dos melhores resultados da história do modelo. Este crescimento é um indicador positivo da recuperação da indústria local e da ampliação da força de trabalho na região.
Os setores que mais contribuíram para o faturamento do polo no início de 2026 incluem:
- Duas rodas (20,82%)
- Bens de informática (18,85%)
- Eletroeletrônico (15,91%)
- Químico (12,16%)
- Termoplástico (9,14%)
- Metalúrgico (8,87%)
- Mecânico (8,59%)
O setor de bebidas, por exemplo, obteve um aumento de 43,64% no faturamento. A produção de celulares permaneceu na liderança, com mais de 1,8 milhão de unidades fabricadas, enquanto a indústria de motocicletas produziu 379 mil unidades.
A Importância da Zona Franca de Manaus
Fundada em 1967, a Zona Franca de Manaus é um modelo de desenvolvimento incentivado por benefícios fiscais que objetivam atrair indústrias para a Amazônia. Esse sistema permite a redução ou isenção de impostos para empresas nacionais e estrangeiras que se estabelecem na região, promovendo o crescimento econômico local. Hoje, o polo abriga mais de 500 empresas e é responsável pela fabricação de produtos essenciais ao cotidiano dos brasileiros, como celulares, motocicletas e eletrodomésticos. Com um respaldo constitucional até 2073, a Zona Franca se mantém como um dos pilares econômicos do Amazonas, equilibrando a geração de empregos e o desenvolvimento industrial na Amazônia.
