Aumento nas Classes Socioeconômicas no Amazonas
MANAUS — O Amazonas apresenta um dado revelador: 60,63% da sua população pertence às classes A, B e C, conforme um estudo recente da Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa classificação socioeconômica reflete um avanço substancial entre 2022 e 2024, com um incremento de 15,21 pontos percentuais em relação ao início deste período, quando apenas 45,42% da população se encontrava nessas faixas de renda.
Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado possui 3.941.613 habitantes. Com os percentuais identificados pela FGV, o atual índice de 60,63% representa cerca de 2,3 milhões de pessoas, um salto em relação aos 1,79 milhão registrados em 2022.
O levantamento da FGV classifica a classe A como aquelas famílias que têm uma renda superior a 20 salários mínimos, ou seja, acima de R$ 48.180,00. Já a classe B abrange as famílias que recebem entre 10 e 20 salários mínimos, variando entre R$ 24.079,00 e R$ 48.180,00. Por fim, a classe C inclui aquelas com renda entre 4 e 10 salários mínimos, correspondente a valores entre R$ 9.631,60 e R$ 24.079,00.
Fatores que Impulsionaram a Mobilidade Social
De acordo com a FGV, o crescimento da renda do trabalho foi um dos motores que impulsionaram esse avanço no estado. Além disso, a junção de políticas públicas voltadas para a transferência de renda e a facilitação do acesso ao mercado de trabalho foram fundamentais para essa inclusão socioeconômica.
No contexto nacional, o estudo revelou que 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e ascenderam a classes de maior renda durante o mesmo intervalo de tempo, resultando em um aumento de 8,44 pontos percentuais na população em melhores condições econômicas.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, destacou que as informações obtidas vão além dos efeitos diretos das transferências de renda. “Estamos testemunhando pessoas que, antes registradas no Cadastro Único e no Bolsa Família, agora estão inseridas na classe média. Isso evidencia que o programa não se limita apenas à transferência de recursos financeiros”, explicou o ministro.
Impactos no Mercado de Trabalho e na Economia do Estado
O estudo também ressalta que a renda gerada pelo trabalho foi um dos principais fatores que possibilitaram a mobilidade social observada no Amazonas nos últimos dois anos. Essa evolução no cenário socioeconômico não só melhora a qualidade de vida para milhões de famílias, mas também representa um impacto significativo na economia local, com potencial para estimular o mercado e atrair novos investimentos.
A análise da FGV, portanto, não apenas reflete uma melhora nas condições de vida, mas também sinaliza um futuro promissor para o estado do Amazonas, que se destaca como um exemplo de crescimento e inclusão social na região.
