Desafios no Futebol Amazonense em 2025
A temporada de 2025 foi um verdadeiro teste de resiliência para o futebol amazonense, marcando um dos anos mais difíceis da sua história recente. Ao contrário de 2024, quando o panorama foi mais positivo e prometia crescimento, este ano trouxe um cenário de desilusão, com eliminações precoces e rebaixamentos que afetaram tanto as equipes masculinas quanto as femininas.
As participações em torneios nacionais, como a Copa do Brasil, a Copa Verde e a Série D, não corresponderam às expectativas, acendendo um sinal de alerta sobre o futuro do futebol no estado.
Eliminações nas Copas: Um Começo Doloroso
O ano começou cheio de expectativa para o Amazonas, que havia garantido sua permanência na Série B em 2024 e buscava um avanço nas competições nacionais. No entanto, o sonho rapidamente se desmoronou.
Na Copa Verde, a equipe iniciou sua trajetória nas oitavas de final, realizando uma estreia promissora. Em fevereiro, o Amazonas goleou o Tocantinópolis por 5 a 1, empolgando a torcida na Arena da Amazônia. Contudo, a situação se complicou em 21 de fevereiro, quando o time enfrentou o Rio Branco VN, em um jogo truncado que terminou em empate sem gols e culminou em uma derrota por 5 a 3 nos pênaltis.
Essa eliminação não apenas frustrou as esperanças de repetir a boa campanha de 2024, em que avançou até a terceira fase da Copa do Brasil, mas também resultou em uma perda significativa de mais de R$ 1,5 milhão em premiações, além da saída do técnico Aderbal Lana.
Logo depois, o Amazonas enfrentou o São Raimundo RR nas quartas de final da Copa Verde. Depois de um revés de 2 a 0 no jogo de ida, a equipe voltou para casa cheia de esperança sob a orientação do novo técnico Eduardo Barros. Mesmo com mais posse de bola e pressão, o empate sem gols na Arena da Amazônia confirmou a eliminação e frustrou mais uma vez a torcida.
Manaus: Uma Campanha Abaixo das Expectativas
Assim como o Amazonas, o Manaus teve um percurso cheio de altos e baixos. O Gavião, que representou o estado nas mesmas competições, começou sua jornada na Copa Verde com uma vitória emocionante sobre o Águia PA, por 3 a 2. Mas, a empolgação não durou muito. Na sequência, o Manaus enfrentou o Independência na Copa do Brasil. Em mais uma partida cheia de emoção, o Gavião se viu atrás do placar, mas conseguiu empatar e levou a partida para os pênaltis, saindo vencedor por 4 a 2 e se tornando o único representante amazonense avançar para a próxima fase, onde enfrentaria o Atlético MG.
No entanto, a missão contra o Galo no Mineirão foi cruel. Embora o Manaus tenha iniciado o jogo com um gol marcado por Renanzinho, a equipe mineira voltou com força total, e a derrota por 4 a 1 selou o fim da participação do Gavião na competição.
Um Título em Meio à Insegurança
Com as eliminações nas competições nacionais, o Amazonas focou no Campeonato Amazonense. Depois de um fevereiro complicado, março trouxe um alívio temporário. A Onça conquistou o primeiro turno ao vencer o Manauara nos pênaltis, após um empate sem gols que terminou em uma disputa emocionante, vencida por 9 a 8.
Na final do primeiro turno, outro empate contra o Manaus, que levou à decisão nos pênaltis. O Amazonas saiu vitorioso por 6 a 5, garantindo a vaga na final geral do estadual. Apesar da conquista, a torcida permaneceu cética. A equipe não conseguia vencer no tempo normal desde fevereiro, quando derrotou o Princesa por 1 a 0.
O sonho de um título estadual sem final geral não se concretizou, já que o Amazonas foi eliminado em casa pelo Parintins. No embate decisivo contra o Nacional, campeão do segundo turno, a Onça chegou a abrir o placar com Varanda, mas o adversário empatou. Quando parecia que a partida iria para os pênaltis, Diego Zabala marcou nos minutos finais, garantindo ao Amazonas seu segundo título estadual.
Rebaixamentos e Desafios Finais
Infelizmente, a alegria do título estadual não foi suficiente para reverter a situação no cenário nacional. A série B começou com uma derrota amarga, e a instabilidade continuou. Ao longo da competição, os técnicos foram trocados diversas vezes, e ao final, o Amazonas terminou a Série B com apenas 36 pontos, confirmando seu rebaixamento para a Série C. O desempenho foi muito abaixo do que havia sido apresentado em 2024.
No futebol feminino, o 3B também passou por dificuldades, com uma campanha abaixo das expectativas na Série A1, acumulando rebaixamentos e eliminações em competições como a Copa do Brasil Feminina, onde não conseguiu avançar.
Mesmo com as dificuldades enfrentadas, as equipes mostraram determinação e resiliência, e a esperança de dias melhores ainda paira para o futebol amazonense. Em um contexto onde a recuperação e reestruturação se tornam fundamentais, os clubes do estado buscam renascer e conquistar novos espaços no cenário esportivo nacional.
