Tradição Aquece o Comércio de Pescados em Manaus
A manhã da Sexta-feira Santa, 3 de abril de 2026, foi marcada por um intenso movimento nas feiras de Manaus, especialmente na Zona Leste da cidade. Famílias lotaram as bancas da Feira do Produtor em busca de peixes, item fundamental nas refeições do período religioso. O destaque vai para o tambaqui, que continua sendo o peixe predileto dos manauaras, liderando as vendas e gerando um fluxo considerável de consumidores.
Os preços do tambaqui variam entre R$ 45 e R$ 100, dependendo do tamanho, e exemplares maiores podem alcançar até R$ 200. Outras espécies como pirarucu, jaraqui, pacu e cambada também estão presentes nas bancas, com valores que ficam entre R$ 40 e R$ 70, atraindo ainda mais compradores.
Além do pescado, o movimento nas feiras é impulsionado por produtos típicos da culinária local, como cheiro-verde, farinha e jambu. Esses itens são essenciais para o preparo das receitas tradicionais da data. Para aqueles que desejam saborear no local, a opção de tambaqui assado é uma das mais procuradas entre os consumidores.
Facilidade de Pagamento Atraí Mais Consumidores
Um fator que tem contribuído para o crescimento do movimento nas feiras é a facilidade de pagamento. Os feirantes estão equipados para aceitar dinheiro, cartão e Pix, o que agiliza as compras e torna a experiência mais prática para os clientes.
A Semana Santa é um dos períodos de maior importância para o comércio de pescado, e os vendedores celebram o aumento nas vendas. Na feira da Manaus Moderna, por exemplo, o movimento já vinha se intensificando nos dias que antecederam a Páscoa, refletindo a tradição local.
Para suprir a demanda crescente, os comerciantes têm trabalhado para aumentar seus estoques. O permissionário Orleilson Ramires, por exemplo, ampliou a oferta de tambaqui de 400 quilos por semana para quase duas toneladas na última semana de março, e já havia vendido quase todo o volume até então.
Outro vendedor, Laércio Araújo, também reforçou seu abastecimento, aumentando em 600 quilos a quantidade de peixe disponível, totalizando assim uma tonelada. Grande parte dessa produção é destinada a restaurantes e municípios vizinhos, ampliando ainda mais o impacto econômico do evento.
Pirarucu e Matrinxã em Alta
A procura pelo pirarucu segue alta, com preços que variam de R$ 15 a R$ 30 por quilo, e a versão salgada, que pode custar até R$ 40. Os vendedores estão otimistas e acreditam que todo o estoque será comercializado antes do meio-dia desta sexta-feira.
A matrinxã também se destaca no cenário, apresentando aumento de preço. O peixe menor é vendido a partir de R$ 40, enquanto os maiores podem custar entre R$ 50 e R$ 60. Apesar do reajuste, a demanda continua aquecida, com vendas estimadas para crescer até 70% em relação a semanas comuns.
Diferenças de Preços e Estratégias de Compra
A discrepância nos preços entre a capital e o interior do estado é notável. Em municípios como Novo Aripuanã, o tambaqui pode chegar a custar o dobro do que é encontrado em Manaus. Por conta disso, muitos consumidores optam por realizar suas compras na capital e enviam o pescado por meio de embarcações, garantindo assim uma economia significativa.
Para atender a essa alta demanda, a Prefeitura de Manaus instalou um novo ponto de comercialização na Lagoa do Japiim, na Zona Sul. Este espaço, que começou a funcionar no dia anterior à Sexta-feira Santa, oferece tambaqui “curumim”, matrinxã, hortaliças e pimentas, atendendo o público até meio-dia da data.
Com uma tradição cultural forte e uma demanda crescente, a Sexta-feira Santa continua a impulsionar a economia de Manaus, consolidando as feiras da cidade como os principais centros de abastecimento de pescado durante essa época do ano.
