Políticas Públicas e a Zona Franca de Manaus
O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, voltou a destacar a Zona Franca de Manaus (ZFM) como um pilar fundamental na economia do Brasil, em um artigo recentemente publicado na mídia nacional. Em sua declaração ao portal Poder360, Tadeu também enfatizou a necessidade de expandir as políticas públicas que visam aumentar a renda e oferecer crédito direcionado às mulheres amazonenses.
No texto, o vice-governador argumenta que o modelo de sucesso da ZFM deve ser estendido não apenas para o Polo Industrial de Manaus (PIM), mas também para as áreas interioranas e na própria capital.
Atualmente, Tadeu aponta que o salário médio dos trabalhadores no Amazonas é cerca de 40% inferior ao que é pago em outras partes do Brasil. Ele afirma: “O caminho está traçado, mas exige coragem política. É preciso conectar o Polo Industrial à economia das pessoas, fortalecer fornecedores locais, ampliar o microcrédito com orientação técnica e investir em formação rápida e direcionada.”
Desafios e Realidades do Mercado de Trabalho
O vice-governador destaca ainda a grande quantidade de empregos informais que existem no estado, muitos dos quais estão relacionados a atividades de subsistência, pequenos comércios e serviços básicos. Ele ressalta a importância das mulheres que lideram muitas dessas famílias, citando que 38% delas vivem em situações de insegurança alimentar.
“Elas costuram, cozinham, vendem, cuidam e mantêm de pé a economia invisível de Manaus e das cidades do interior. São elas que movem o Amazonas, e é por elas que o Estado precisa reposicionar suas políticas de crédito, capacitação e renda. Não existe sustentabilidade sem justiça social”, enfatiza Tadeu de Souza em sua análise.
Foco no Desenvolvimento Sustentável
Ainda em seu artigo, Tadeu reafirma a importância da Zona Franca como um exemplo de política pública que combina preservação ambiental com geração de empregos e renda. Ele faz um apelo para que haja um planejamento de longo prazo, ressaltando a necessidade de que o modelo econômico se torne mais socialmente eficiente.
Ele sugere que o desenvolvimento sustentável deve ser avaliado pela real melhoria nas condições de vida da população local. “O Amazonas precisa de estratégia. De um olhar técnico, humano e corajoso”, escreveu o vice-governador.
A Cobrança por Ações Estruturantes
O vice-governador não se esquivou de cobrar do governo federal a implementação de ações estruturantes que promovam o desenvolvimento no Amazonas. Em suas palavras, “O Brasil só será, de fato, uma potência verde quando o progresso chegar também às cozinhas simples da cidade, aos mercados do interior e às mãos das mulheres que sustentam o futuro. Enquanto houver floresta sem renda, a Amazônia continuará sendo uma promessa pela metade.”
Com essas declarações, Tadeu de Souza reafirma seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do Amazonas, propondo um olhar mais atento às necessidades da população e, em especial, das mulheres que desempenham um papel crucial na economia local.
