Reflexões sobre a Importância da Coesão
2026 se aproxima e é hora de refletir sobre como podemos atuar em unidade na defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM). A mensagem que precisamos abraçar é clara: nosso desafio é discordar com civilidade, competir sem sabotagem e pensar de forma diversa, mas sem nos desagregarmos. A unidade é o que realmente importa.
A história nos mostra que existem momentos em que devemos agir de forma unida e, 2026 é um deles. A Zona Franca de Manaus não se sustenta apenas por sua história, gratidão ou discursos emocionais. Ela precisa de segurança jurídica, convergência institucional e uma visão clara que coloque em evidência o essencial: se não formos unidos em torno do que realmente importa, tudo o que fazemos se transforma em ruído e, consequentemente, em riscos.
Unidade Não é Unanimidade
Quando falamos de unidade, é vital que a definamos corretamente. Unidade não é o mesmo que unanimidade. Enquanto a unanimidade pode ser vista como um desejo de controle sobre as opiniões, a verdadeira unidade é um pacto civilizatório que nos permite manter um solo comum mesmo quando discordamos em outros aspectos. O nosso chão comum, aqui no Amazonas, é a Zona Franca de Manaus e seu Polo Industrial. Este é um espaço de coesão econômica, social e territorial; uma infraestrutura vital que gera empregos, renda e tecnologia.
O que torna este pacto ainda mais belo é que não exige que todos pensemos da mesma maneira. Ele não requer que compartilhemos as mesmas ideologias ou estilos de vida, mas sim que fortalecemos aquilo que nos une. Essa é a maneira mais inteligente de evitar que nossas diferenças nos afastem. Aqueles que desejam enfraquecer a Zona Franca frequentemente exploram os pontos fracos da sociedade, como a fragmentação e o ressentimento, preferindo ganhar pequenas disputas a se unirem contra os verdadeiros problemas.
Unidade como Instrumento de Força
Portanto, unidade não deve ser vista como um discurso moralista, mas sim como uma ferramenta fundamental. Sem ela, não teremos força política suficiente para garantir direitos, ajustar regras ou exigir contrapartidas justas, além de prevenir erosões silenciosas que, somadas, têm um alto custo. A falta de unidade abre caminho para a insegurança, seja ela jurídica, institucional ou narrativa. Essa insegurança pode afastar investimentos e transformar planejamentos em meras apostas. A Zona Franca, longe de ser uma caricatura, é um sofisticado mecanismo de desenvolvimento regional.
O Papel do Sufrágio em 2026
Em 2026, teremos a oportunidade de escolher não apenas nomes, mas perfis de candidatos que realmente se comprometem com a defesa dos direitos constitucionais da Zona Franca. Precisamos ter maturidade para identificar e apoiar aqueles que, em momentos anteriores, mostraram compromisso real com a ZFM, por meio de articulação, votação, construção de maiorias e entrega concreta, e não apenas através de declarações oportunistas.
Costurando Convergências em Tempos Difíceis
Defender a Zona Franca vai muito além de um gesto simbólico; é um trabalho metódico. Significa sentar à mesa, buscar convergências, sustentar nossas posições em ambientes hostis e traduzir complexidades em decisões práticas. Esse trabalho exige proteção ao essencial, mesmo quando as pautas mudam e o cenário político se altera. Trata-se de uma política de Estado, não de ações voluntaristas.
Rumo à Diversificação e Regionalização
Se queremos que 2026 seja o ano da diversificação, do adensamento produtivo e da regionalização do desenvolvimento, precisamos iniciar nossa jornada pela unidade na diversidade em defesa da Zona Franca. A partir daí, tudo o mais se torna uma extensão. E, sem bases sólidas, o que sobra é apenas conversa.
Que 2026 nos encontre assim: discordando, mas com civilidade; competindo, mas sem sabotagem; e pensando de forma diferente, mas sempre unidos em torno do que importa. É desse vínculo comum que emergirá a força necessária para assegurar direitos, exigir contrapartidas justas e reafirmar, sem hesitações, a contribuição real que oferecemos ao Brasil.
