Desafio no Ataque do Amazonas
Invicto há dez partidas, o time do Amazonas acumula seis empates e quatro vitórias nesse período, mas enfrenta uma séria seca no setor ofensivo. Desde a saída dos centroavantes Kevin Ramírez e Luan Silva, que fecharam 2025 com dez gols cada, o ataque não tem conseguido fazer a rede balançar como esperado. A situação se agrava quando observamos os números: o volante Erick Varão, com apenas três gols, é o artilheiro da equipe até o momento, enquanto Marcelo Cirino, a principal referência técnica do elenco, se encontra lesionado e soma apenas dois gols.
No Campeonato Amazonense, a Onça não consegue marcar há quatro jogos consecutivos, todos finalizados com o placar zerado. A última vez que um atacante do Amazonas balançou as redes foi na vitória por 2 a 0 sobre o Itacoatiara, na semifinal do primeiro turno, onde Cirino e Ezequiel fizeram os gols. Desde então, o time vive um verdadeiro jejum ofensivo.
Procurando Soluções
Mesmo diante dessa fase complicada, o técnico Márcio Fernandes adota uma postura cautelosa. Ele opta por não apontar culpados, ressaltando a situação do centroavante Ronaldo, enquanto reforça a importância de manter a confiança entre os jogadores.
“O Ronaldo é um jogador que sempre foi destaque nas equipes pelas quais passou e está colaborando para que outros também possam marcar. Porém, quando as coisas não vão bem, a tendência é tentar identificar um culpado. Isso não é do meu feitio. O foco agora é dar confiança a esses jogadores e acreditar no trabalho que está sendo feito. Precisamos evoluir juntos”, afirmou Fernandes.
O treinador também citou experiências anteriores, mencionando a trajetória de Henrique Almeida, que após um início difícil, conseguiu reverter a situação e se tornou um goleador. “É preciso ter calma. Caso contrário, corremos o risco de atropelar o processo”, completou.
O Mercado e a Busca por um Centroavante
Márcio Fernandes revelou que a equipe está atenta ao mercado, buscando um novo centroavante para reforçar a linha de frente. Porém, ele reconhece as dificuldades que envolvem essa busca. “É claro que todo bom jogador é de interesse. Mas precisamos entender que a situação não é tão simples. Nossa diretoria trabalha constantemente para encontrar o melhor, mas o mercado está inflacionado. Portanto, essa é uma dificuldade que enfrentamos”, disse.
A Onça, que já está classificada para o mata-mata das quartas de final do segundo turno, volta a campo nesta quinta-feira, às 20h30, na Arena da Amazônia, onde enfrentará o Nacional. Para avançar, a vitória é fundamental.
