Resultados Expressivos e Inovações no Setor Esportivo
O Grupo SBF encerrou 2025 consolidando um ciclo de transformações iniciado ao longo do ano. O foco em eficiência operacional, fortalecimento comercial e disciplina de capital se mostrou eficaz em um ambiente desafiador, marcado por pressão cambial e incremento nos investimentos. A companhia apresentou um crescimento significativo em sua receita e lucro líquido, mantendo uma estrutura de capital saudável.
No acumulado do ano, a receita líquida consolidada alcançou R$ 7,7 bilhões, um aumento de 8,2% em relação a 2024. O lucro bruto totalizou R$ 3,7 bilhões, com um crescimento de 6,3% e margem bruta de 48,3%. Essa retração de 0,9 pontos percentuais foi influenciada pela desvalorização cambial sobre mercadorias importadas pela Fisia. Contudo, parte desse efeito foi compensada pela implementação de incentivos fiscais de ICMS — que começaram a valer no segundo e terceiro trimestres de 2025 para lojas físicas e canal atacadista, respectivamente.
O EBITDA ajustado (ex-IFRS) somou R$ 705,5 milhões, refletindo uma margem de 9,1%, uma queda de 1,7 pontos percentuais em comparação a 2024. Isso se deve, em parte, à pressão cambial e a investimentos adicionais em SG&A, especialmente na Centauro durante o segundo semestre. Apesar desses desafios, o lucro líquido ajustado (ex-IFRS) teve um crescimento de 2,4%, atingindo R$ 427,6 milhões, com margem líquida de 5,5%.
Durante 2025, o Grupo SBF também avançou em iniciativas estruturantes voltadas para a eficiência e escala. A internalização da distribuição das lojas físicas da Fisia e a ampliação do centro de distribuição em Extrema (MG) para 24 mil m² melhoraram o controle operacional e viabilizaram a implementação dos incentivos fiscais. Além disso, a unidade conquistou a certificação OEA (Operador Econômico Autorizado) da Receita Federal.
No que diz respeito à tecnologia, a empresa desenvolveu novas funcionalidades como Guest Checkout e Gift Back, além de ampliar os meios de pagamento para incluir Apple Pay e Google Pay, aprimorando também os processos de trocas e devoluções na Nike.
Ao final de 2025, a dívida líquida do Grupo SBF alcançou R$ 678,0 milhões, um aumento de 129,3% em relação ao ano anterior. Essa elevação se deve à maior necessidade de capital de giro, reforço de estoques e aumento do CAPEX durante o período, resultando em uma alavancagem de 0,96x EBITDA (ex-IFRS), que ainda é considerada saudável.
“Finalizamos 2025 com uma base operacional mais sólida e avanços claros nas nossas prioridades estratégicas. Evoluímos em eficiência, fortalecemos nossas marcas e estamos prontos para um calendário esportivo relevante em 2026, mantendo disciplina financeira e foco na geração sustentável de valor”, declarou Gustavo Furtado, CEO do Grupo SBF.
