Inovatur Foca no Turismo de Favela
A Secretaria Municipal de Turismo do Rio de Janeiro (SMTUR-RIO) deu início à primeira reunião de trabalho da nova fase do projeto Inovatur, que visa promover ações inovadoras no setor turístico. Com um olhar voltado para o turismo de favela, o projeto tem como meta criar um ambiente propício à visitação e valorização das comunidades. O Morro da Providência, a primeira favela do Brasil, foi escolhido como o ponto de partida desta nova etapa, que deverá ser concluída em junho de 2026.
Desenvolvido em parceria com o Senac RJ, o Inovatur reúne diversos stakeholders, incluindo moradores, especialistas, representantes do setor público, acadêmicos, organizações sociais e empreendedores. Juntos, eles têm a tarefa de mapear os desafios enfrentados pelo turismo na região e validar soluções inovadoras que possam facilitar o crescimento do setor.
“Estou muito feliz em dar início a essa nova fase do Inovatur, voltada para potencializar o turismo nas favelas. Estou confiante de que conseguiremos construir um projeto que será referência sobre o papel do poder público no turismo desenvolvido nesses territórios tão significativos para a nossa cidade”, comentou Daniela Maia, secretária municipal de Turismo.
No encontro, realizado na Cápsula – Centro de Inovação do Senac RJ, no Centro do Rio, os participantes participaram de atividades como rodas de escuta e identificação dos desafios enfrentados. Ao final da manhã, foi elaborado um documento que mapeia as necessidades e propostas para a implementação do turismo na favela escolhida.
Presentes no encontro estavam representantes de mais de 20 instituições, entre elas associações de moradores, guias turísticos, universidades como Uerj, UniRio e UFRRJ, além de organizações sociais como Reafro, Voz das Comunidades, SOS Providência/Instituto Caminhantes, e Sustenta Carnaval. A diversidade de vozes promete enriquecer ainda mais as discussões e propostas a serem desenvolvidas.
O projeto Inovatur 2026 está dividido em seis etapas, organizadas em ciclos de inovação que incluem a definição do foco no turismo de favela, mapeamento do ecossistema local, identificação de desafios, ideação e validação de soluções. Entre as atividades planejadas estão mentorias especializadas para o desenvolvimento de soluções, além da realização de testes práticos no Laboratório de Economia Criativa da Cápsula. Em maio, está prevista uma abertura para que o público participe da ideação de soluções.
Na fase anterior do projeto, realizada ao longo de 2024, o Inovatur trabalhou na criação de cinco incubadoras de turismo no Rio de Janeiro, acompanhadas por um período de oito meses. O foco foi em startups, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas, que enfrentaram o desafio de desenvolver modelos de negócios inovadores com o intuito de alcançar uma sustentabilidade financeira.
