Ação do BC visa proteção dos credores em meio a crise financeira da cooperativa goiana
Nesta quinta-feira, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros, conhecida como Creditag, que tem sua sede em Goiás. De acordo com a instituição, a cooperativa era uma entidade de crédito independente de pequeno porte, classificada no segmento S5 da regulação prudencial.
Em dezembro de 2025, a Creditag possuía cerca de 0,0000226% do total de ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Fundada em agosto de 2002, a cooperativa enfrentou sérios problemas financeiros, levando o Banco Central a atuar na proteção dos credores, conforme destacou a autoridade monetária em sua comunicação. “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, colocando em risco os credores quirografários”, afirmou o BC.
Em resposta à situação, a Creditag divulgou uma nota em seu site, intitulada “Aviso aos credores por depósito”. Na publicação, a liquidante da cooperativa informou que os credores com depósitos à vista e a prazo têm garantias cobertas pelo FGCCOOP. Os valores em depósitos que não ultrapassarem R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais) por CPF ou CNPJ contarão com essa proteção, trazendo um certo alívio aos depositantes.
Os procedimentos necessários para acessar essa garantia serão comunicados em breve pelo site da liquidante. Para aqueles que têm depósitos acima do limite estabelecido, a garantia será respeitada até o teto de R$ 250.000,00, conforme detalhado no aviso publicado.
Durante uma visita ao site da cooperativa, a equipe de reportagem do Monitor Mercantil constatou que o acesso às informações sobre os serviços oferecidos já se encontra restrito. Essa medida ressalta a gravidade da situação enfrentada pela Creditag e a necessidade de tomar ações urgentes para proteger os credores.
Além disso, o Banco Central informou que continuará a investigar as circunstâncias que levaram à liquidação da cooperativa. O resultado dessas investigações pode resultar em sanções administrativas e comunicações às autoridades competentes, conforme as leis vigentes. Os bens dos ex-administradores da cooperativa que está sendo liquidada ficarão indisponíveis, seguindo as diretrizes legais estabelecidas.
