Oficinas Iniciam Processos de Escuta e Participação
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) deram início, nesta terça-feira (28/04), às oficinas participativas que fazem parte da escuta comunitária para a elaboração do Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu. As atividades ocorrerão em vários pontos da bacia, em Manaus, e seguem até o dia 14 de maio.
Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, esse processo é fundamental para que o Plano de Bacia seja realmente representativo das realidades locais. “Esse momento é essencial para garantir que o plano reflita a vivência daqueles que habitam e utilizam o território. Ao ouvir os usuários da bacia, conseguimos construir um diagnóstico mais completo, alinhado com as demandas locais, proporcionando soluções integradas e sustentáveis para o Tarumã-Açu”, afirmou.
Primeiro Encontro e Objetivos das Oficinas
O primeiro encontro aconteceu na Escola Municipal Professor Paulo Cesar da Silva Nonato, na Comunidade Nova Esperança, localizada no Igarapé Tiú. A proposta das oficinas é estimular a participação social e aprofundar o diagnóstico técnico que dará diretrizes para as próximas etapas do plano.
Carlossandro Albuquerque, coordenador do projeto, explicou que o objetivo é identificar fragilidades e potenciais da bacia. “Nessa oficina, buscamos construir o diagnóstico do plano. Após essa fase, trabalharemos na construção do prognóstico, essencial para atender as demandas e identificar os potenciais do Tarumã-Açu”, destacou.
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Além de comunitários, o encontro contou com a presença de representantes de instituições públicas e membros da sociedade civil, criando um ambiente propício para o diálogo e a construção conjunta de soluções para a gestão da água na bacia.
A Importância do Plano de Bacia para Manaus
O assessor de Recursos Hídricos da Sema, Ayub Borges, enfatizou a relevância do plano. “Esse projeto trará diretrizes importantes para a gestão desta bacia hidrográfica, crucial para a cidade de Manaus e o estado. A comunidade será ouvida e suas experiências contribuirão para fortalecer o desenvolvimento deste projeto essencial”, comentou.
As oficinas também têm como propósito identificar conflitos no uso da água e aprimorar a governança hídrica da bacia, promovendo a integração entre diferentes setores e uma gestão mais eficiente e compartilhada.
Feedback da Comunidade e Contribuições para o Projeto
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Luciana Mendes, diretora da Escola Municipal, expressou a importância da participação comunitária. “Os moradores preocupados com a conservação da Bacia do Tarumã-Açu participaram ativamente e puderam dialogar com os representantes da UEA, buscando melhorias para a nossa área”, afirmou.
André Zogahib, reitor da UEA, destacou que a elaboração do Plano de Bacia está alinhada com as ações da universidade para desenvolver soluções em colaboração com as comunidades ribeirinhas, unindo conhecimento científico à realidade local.
“As populações ribeirinhas são as que mais vivenciam os desafios e as potencialidades da bacia, por isso devem estar no centro desse processo. Nossa meta é unir as experiências locais ao conhecimento técnico, criando um plano robusto e eficaz que considera as necessidades práticas de quem vive na região”, ressaltou.
Próximas Etapas do Processo de Elaboração do Plano
O processo de elaboração do Plano de Bacia do Tarumã-Açu começou em julho de 2025 e está previsto para ser concluído em janeiro de 2027. O cronograma abrange as etapas de diagnóstico, prognóstico e a definição de programas e ações prioritárias. A execução do plano é responsabilidade da UEA, em parceria com órgãos ambientais e o Comitê de Bacia.
O próximo encontro está agendado para o dia 7 de maio, na sede da Sema Amazonas, localizada na Alameda Rio Negro, nº 471, Parque 10 de Novembro. Outras oficinas estão programadas para o dia 12 de maio no Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) e no dia 14 de maio no Flutuante Sun Paradise, na Praia Dourada, bairro Ponta Negra. Duas audiências públicas estão previstas para ocorrer em novembro e dezembro de 2026.
A participação nas oficinas é aberta ao público e representa uma chance única para que moradores, instituições e usuários da bacia contribuam ativamente para o planejamento e a gestão sustentável dos recursos hídricos do Tarumã-Açu.
O Que é o Plano de Bacia do Tarumã-Açu?
Este projeto decorre de um convênio firmado entre a Sema e a UEA, em junho de 2025, com um investimento de R$ 2,3 milhões oriundos do tesouro estadual. Essa é a primeira vez que o Amazonas cria um plano de gestão para bacia hidrográfica, um instrumento que é parte da Política Estadual de Recursos Hídricos há mais de duas décadas.
O documento irá orientar ações relacionadas à conservação hídrica, uso ordenado das bacias, turismo, lazer, regularização de flutuantes, além de medidas de fiscalização e recuperação ambiental, consolidando uma nova abordagem para a gestão das águas no estado.
