Investigação de roubo em Manaus é arquivada por falta de avanços
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) arquivou o inquérito referente a um roubo ocorrido em maio de 2023, no bairro Novo Aleixo, na Zona Norte de Manaus. A decisão também determina a apuração da ausência de resposta da Polícia Civil do Amazonas às solicitações feitas pelo órgão durante o andamento do caso.
A medida, assinada pelo promotor de Justiça André Lavareda Fonseca em abril deste ano, foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público na quarta-feira (3). O crime ocorreu na madrugada do dia 11 de maio de 2023, quando quatro homens armados invadiram uma residência e subtraíram celulares, notebooks, relógios e uma quantia em dinheiro estimada entre R$ 4 mil e R$ 6 mil.
Falta de provas e ausência de diligências comprometem investigação
De acordo com o inquérito, a vítima identificou um dos suspeitos como um vizinho, e depoimentos de familiares e outras testemunhas foram colhidos. No entanto, o MP ressaltou que não foram reunidas provas suficientes para apresentar denúncia contra os envolvidos.
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Desde outubro de 2023, o Ministério Público solicitou à Polícia Civil a realização de diligências consideradas essenciais para o prosseguimento da investigação, mas não obteve retorno. O promotor André Lavareda Fonseca destacou na decisão que a falta de resposta da autoridade policial impossibilitou o avanço do caso. “Até a presente data, não houve resposta de nenhuma das remessas efetuadas. A paralisia do órgão investigador impede o avanço do feito e o processo não pode perdurar eternamente sem uma definição jurídica”, afirmou.
Próximos passos incluem apuração da conduta policial
Diante da ausência de elementos para prosseguir, o Ministério Público determinou o arquivamento do inquérito, que pode ser reaberto caso surjam novas provas. Além disso, os autos serão encaminhados à Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial (Proceap), responsável por investigar a falta de resposta da Polícia Civil às solicitações feitas pelo MP.
O portal g1 buscou contato com a Polícia Civil do Amazonas para comentar a decisão do Ministério Público e as críticas referentes à ausência de diligências, mas até a última atualização da reportagem não houve retorno.
