Jogador Léo Coelho move ação contra Amazonas por salários atrasados
O zagueiro Léo Coelho entrou com uma ação judicial contra o Amazonas, solicitando a rescisão indireta do contrato e a cobrança de R$ 8,1 milhões por irregularidades no pagamento de sua remuneração. A defesa do atleta, representada pelo advogado Filipe Souza Rino, afirma que o jogador enfrenta atrasos que já somam cinco meses de salários, ausência de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) desde a contratação, além de um modelo de pagamento por direito de imagem que não estaria de acordo com a legislação.
Detalhes do contrato e histórico do atleta no Amazonas
Léo Coelho chegou ao Amazonas em agosto de 2025, após passagem pelo Peñarol, do Uruguai. Desde então, participou das competições da Série B, Série C, Campeonato Amazonense, Copa do Brasil e Copa Verde, somando 39 partidas, dois gols e uma assistência. Inicialmente, o contrato previa remuneração mensal de R$ 160 mil, mas o acordo final estabeleceu pagamento de R$ 170.793,92, dividido entre salário registrado, direito de imagem pago pelo clube e valores repassados pela Onça Sports Ltda.
Com a criação do Amazonas FC SAF em dezembro de 2025, o vínculo do atleta foi estendido até dezembro de 2028, com reajuste para R$ 181,8 mil por mês. Desse total, R$ 80 mil eram pagos em carteira, enquanto R$ 101,8 mil vinham pelo direito de imagem, além de auxílio-moradia de R$ 5 mil.
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Irregularidades apontadas e pedido de rescisão indireta
A defesa alega que o formato de pagamento infringia a Lei Geral do Esporte, pois mais da metade da remuneração era feita via direito de imagem, o que teria sido usado para reduzir encargos trabalhistas. Por isso, requer que todo valor seja reconhecido como salário para fins legais. Com base no artigo 90 da mesma lei, a rescisão indireta é pedida devido a falta grave do empregador, caracterizada pelos atrasos constantes e ausência dos depósitos do FGTS.
Também foi solicitada uma liminar para que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realize a baixa do registro de Léo Coelho no Boletim Informativo Diário (BID), evitando que ele fique impedido de jogar por outro clube enquanto o processo judicial está em andamento.
Partes envolvidas e valores cobrados na ação
Além do Amazonas, a ação inclui o Amazonas FC e SAF e a Onça Sports Ltda no polo passivo, por serem consideradas um grupo econômico que administrou conjuntamente o contrato do atleta. A cobrança totaliza R$ 8.125.567,16, englobando cláusula compensatória desportiva, salários atrasados, direitos de imagem, valores de FGTS, multas, férias, 13º salário, auxílio-moradia, multa prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e honorários advocatícios.
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Fonte: curitibainforma.com.br
A defesa reconhece o abatimento de alguns valores já pagos pelo clube, mas sustenta que o montante restante é devido para reparar as irregularidades contratuais enfrentadas por Léo Coelho durante o período em que atuou pelo Amazonas.
