Atrasos salariais na saúde pública do Amazonas em debate na Câmara Municipal de Manaus
O vereador Sérgio Baré (PRD) usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) na segunda-feira, 1º de junho, para expor os atrasos nos pagamentos dos profissionais que atuam na rede pública estadual de saúde. Em discurso firme, ele criticou o modelo de terceirização adotado pelo governo do Estado e exigiu medidas rápidas para enfrentar a crise que compromete o atendimento eletivo e de urgência em Manaus.
Terceirizados enfrentam atrasos e jornadas exaustivas
Baré destacou que trabalhadores de diversas áreas, como fisioterapia, fonoaudiologia, odontologia, psicologia, assistência social, nutrição e enfermagem, contratados por meio de empresas terceirizadas, estão sem receber os salários. O vereador mencionou especificamente os profissionais ligados à empresa Maestria, que prestam serviços nos hospitais Dr. João Lúcio Pereira Machado e no Hospital Infantil Joãozinho, ambos localizados na Zona Leste da capital.
Durante o pronunciamento, o parlamentar reproduziu o áudio de um fisioterapeuta plantonista do Hospital João Lúcio, que relatou jornadas de 12 horas sem remuneração adequada e pediu intervenção política frente à situação de vulnerabilidade. Segundo Baré, a desvalorização desses profissionais afeta diretamente a segurança e a qualidade do atendimento oferecido aos pacientes da rede pública.
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Críticas ao modelo de terceirização e cobrança ao governo estadual
“São pessoas que estão cuidando de pacientes, que poderiam ser nossos familiares ou amigos. Esses profissionais estão desestimulados e desvalorizados por causa de um modelo que não funciona em nenhum lugar e não funcionaria no Amazonas”, afirmou o vereador. Ele lembrou que já se posicionou contra as contratações por meio de Organizações Sociais (OSs) e empresas intermediárias no ano anterior.
Baré direcionou críticas à gestão do governador Roberto Cidade (União Brasil), cobrando o cumprimento das promessas feitas em entrevistas recentes, nas quais o chefe do Executivo estadual garantiu a resolução das pendências crônicas na saúde em curto prazo. Segundo o parlamentar, quase um mês após essas declarações, os problemas relacionados ao fluxo de caixa e aos repasses para as empresas responsáveis pela gestão, como o Instituto Ideias — que contratou a Maestria para atuar no Hospital João Lúcio — continuam sem solução.
