Condenação após investigação e julgamento detalhado
O caso de Débora da Silva Alves, jovem grávida que desapareceu em julho de 2023 e foi encontrada morta na Zona Leste de Manaus, teve desdobramentos judiciais importantes. Após cinco dias de julgamento, a Justiça condenou os réus pelos crimes que resultaram na morte da vítima e do bebê que ela esperava. Débora estava grávida de oito meses quando foi localizada sem vida em uma área de mata no bairro Mauazinho, com indícios claros de homicídio e ocultação de cadáver.
Detalhes das condenações e evidências do processo
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) apresentou a denúncia que culminou na condenação de Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva. Gil Romero recebeu pena de 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado, feminicídio, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver. Já José Nilson foi sentenciado a 17 anos e 8 meses por homicídio qualificado por motivo torpe, com exclusão de feminicídio e duas qualificadoras inicialmente atribuídas.
O juiz responsável pelo caso baseou sua decisão em provas robustas, incluindo laudos periciais, certidão de óbito, relatórios da investigação, além de depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança, dados de rastreamento e confissões dos acusados. Ambos estavam presos preventivamente desde o momento do crime e responderam por duplo homicídio qualificado, aborto provocado e ocultação de cadáver.
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Contexto do crime e investigação policial
Débora desapareceu no dia 29 de julho de 2023, após sair para encontrar Gil Romero, apontado como pai do bebê. Segundo as investigações, ele teria prometido entregar dinheiro para a compra do berço, mas não assumiu a gravidez. Conforme a Polícia Civil do Amazonas, Débora foi asfixiada e teve o corpo queimado dentro da área da Usina Termoelétrica Mauá 2.
O Ministério Público relata que Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e teria motivação para ocultar a gestação. Após o crime, um dos réus retornou ao local para retirar o feto do ventre de Débora, descartando-o em um rio e ateando fogo no cadáver para tentar eliminar provas.
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Prisões e andamento do caso
José Nilson foi preso poucos dias após o crime, enquanto Gil Romero fugiu para o município de Curuá, no Pará. Ele foi capturado em 8 de agosto de 2023, por meio de uma operação conjunta das polícias civis do Amazonas e do Pará. O julgamento e a condenação representam um passo importante na resposta da Justiça em Manaus diante de casos de violência contra mulheres e gestantes, reforçando o compromisso com a investigação rigorosa e a punição dos responsáveis.
