Irregularidades em Participação em Empresa de obras
MANAUS (AM) – O prefeito de Manaus, Renato Frota Magalhães, conhecido como Renato Junior (Avante), tornou-se alvo de uma denúncia protocolada no Ministério Público do Amazonas após a veiculação de informações na coluna Cena Política, da REVISTA CENARIUM, em 10 de abril de 2026. A denúncia questiona uma possível incompatibilidade entre o exercício de sua função pública e sua participação acionária em uma empresa de obras. Documentos revelam que Renato possuía 49% das quotas da OLIMAG LTDA, uma empresa voltada para obras de urbanização, diretamente relacionada às atividades da Secretaria Municipal de Infraestrutura que ele chefia.
Conforme a documentação analisada, a OLIMAG LTDA, que anteriormente atuava no segmento de comércio de alimentos, teve sua atuação alterada para o setor de construção civil em fevereiro de 2023, período em que Renato ocupava o cargo de secretário. Durante esse tempo, ele também exerceu a função de ordenador de despesas, assinando contratos de valor expressivo, incluindo um superior a R$ 119 milhões, que foi firmado por meio de dispensa de licitação. A denúncia levanta ainda a questão de que a declaração de bens apresentada pelo prefeito em 2025 não discrimina nominalmente as empresas nas quais ele possui participação.
Leia também: Prefeito de Manaus promete eliminar escolas de madeira até 2026
Leia também: Ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus tem habeas corpus negado pelo STJ
Ademais, os documentos apresentados na denúncia revelam uma complexa estrutura societária, com empresas interligadas através de participações cruzadas e sociedades específicas. A formalização da denúncia agora leva o caso para uma análise preliminar pelo Ministério Público, onde os elementos apresentados serão cuidadosamente examinados. Se forem encontrados indícios suficientes de irregularidades, a investigação poderá avançar para uma apuração formal.
Leia também: Pastor Confirma Recebimento de R$ 38 Mil de Aliado do Prefeito de Manaus em Investigação da PF
Leia também: App Facilita Agendamento de Castração e Denúncias de Maus-Tratos no Amazonas
O Ministério Público possui a prerrogativa de arquivar o caso ou, caso as evidências sejam robustas, tomar medidas judiciais, que podem incluir ações na esfera criminal, dependendo das conclusões que surgirem ao longo do processo. A situação do prefeito, portanto, se torna cada vez mais delicada, visto que a transparência e a ética na gestão pública são fundamentais para a confiança da população.
