Inovação na Amazônia: A Nova Fronteira de Oportunidades
Manaus – O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Machadinho (Idesam) apresenta o Desafio Bioinovação Amazônia, uma iniciativa internacional pioneira que visa converter o conhecimento científico sobre a biodiversidade amazônica em produtos e negócios com impacto global. Esta ação ambiciosa busca não apenas gerar oportunidades para as comunidades tradicionais, mas também fortalecer as cadeias de valor atuais.
Com apoio financeiro do Bezos Earth Fund e parcerias estratégicas com a Penn State University (EUA), a Rede Terra do Meio e a COOPEACRE, o projeto convoca profissionais especializados em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e inovadores experientes em biodiversidade. O objetivo é enfrentar seis desafios em setores como alimentação, cosméticos e materiais verdes, utilizando recursos naturais da Amazônia, como castanha-do-brasil, açaí, andiroba, copaíba, murumuru, buriti, babaçu e borracha nativa.
“Este projeto representa exatamente o tipo de inovação que precisamos para o futuro da Amazônia: aquela que mantém a floresta erguida ao mesmo tempo que gera valor para as comunidades que nela habitam. Ao unir ciência de ponta ao conhecimento local, estamos criando um novo modelo de desenvolvimento. Esse modelo transforma a biodiversidade em produtos inovadores e de alto valor agregado, com impacto global. É nesse cruzamento entre tecnologia, natureza e comunidade que surgem as soluções mais relevantes e sustentáveis para os desafios atuais”, destaca Paulo Simonetti, gerente de Inovação Aberta e ESG do Idesam.
Estrutura do Desafio Bioinovação Amazônia
O programa é organizado em quatro fases distintas: seleção de talentos (online), formação de equipes e design de soluções (online), imersão e validação (com uma residência na Amazônia e atividades online), culminando em uma cerimônia de premiação presencial.
Os participantes terão a oportunidade de realizar uma imersão de 15 dias na Amazônia, que inclui aproximadamente 10 dias em Manaus e cinco dias em comunidades rurais, com todos os custos cobertos. O programa aborda seis desafios essenciais, que incluem a valorização de óleos amazônicos (como andiroba, copaíba e buriti), desenvolvimento de amidos funcionais a partir do babaçu, aproveitamento de resíduos do açaí, inovação com óleos e manteigas amazônicas, produção de biomateriais a partir da borracha nativa e soluções de sanitização para a cadeia da castanha-do-brasil.
Perfis Buscados e Benefícios do Programa
A iniciativa busca atrair dois perfis complementares: inovadores com experiência em biodiversidade amazônica, que tenham residência ou atuação profissional na região e interesse em empreendedorismo ou licenciamento de tecnologia — exclusivamente para cidadãos brasileiros. O segundo perfil inclui especialistas em P&D com experiência internacional nos setores de cosméticos, alimentos ou materiais biológicos, prontos para mentorar presencialmente e online ao longo do programa.
A chamada irá selecionar 25 especialistas em P&D e 25 inovadores, que serão organizados em 25 equipes. Durante a jornada, 10 dessas equipes serão escolhidas para avançar nas fases seguintes, recebendo bolsas de estudo e suporte técnico para validação de suas tecnologias e negócios. Ao final, uma banca avaliadora escolherá as três equipes vencedoras.
Pacote de Apoio e Premiação
Os 10 times selecionados para a fase de imersão contarão com um pacote robusto de apoio, que inclui:
- Bolsas mensais para inovadores variando de R$ 3.500 a R$ 7.500/mês por 6 meses, dependendo do nível de formação;
- Grants para especialistas em P&D entre US$ 650 e US$ 1.300/mês por 6 meses;
- Fundo de validação de R$ 100 mil por equipe para insumos, reagentes e testes especializados;
- Suporte laboratorial do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA);
- Mentoria especializada em desenvolvimento de produtos, propriedade intelectual, mercado e bioeconomia amazônica;
- Passagens e hospedagem em Manaus para os membros das equipes selecionadas;
- Certificado de participação na “Residência Científica na Amazônia”, emitido pelo Idesam.
A premiação final será dividida da seguinte forma:
- 1º Lugar: R$ 200 mil;
- 2º Lugar: R$ 150 mil;
- 3º Lugar: R$ 100 mil.
As três equipes vencedoras também se tornarão parceiras da Zôma, a geradora de negócios do Idesam voltada para a nova economia da floresta. Além disso, receberão suporte jurídico para se adequar à Lei da Biodiversidade, acesso a redes de mercado e apoio estratégico contínuo para a criação de seus negócios.
“O objetivo é unir o melhor de todos os mundos para gerar valor dentro do território amazônico, desafiando a lógica histórica que vê a floresta apenas como fornecedora de matéria-prima. Ao combinar conhecimento técnico, diversas vivências e perspectivas plurais, conseguimos desenvolver soluções mais completas, inovadoras e alinhadas aos desafios reais que a Amazônia enfrenta, ampliando o potencial de impacto dessas iniciativas”, completa Paulo Simonetti.
Sobre os Realizadores e Parceiros
O Idesam é uma organização com sede na Amazônia, atuando na região desde 2004. Sua missão é promover a valorização e uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia, buscando alternativas para a conservação ambiental, desenvolvimento social e a mitigação das mudanças climáticas. Reconhecida como uma das melhores organizações ambientais da Região Norte, o Idesam foi premiado como a melhor ONG em 2020 e 2023 e recebeu o Prêmio Empreendedor Social 2022.
A Penn State University é uma das principais instituições de pesquisa mundial e contribui com expertise em ciência, desenvolvimento tecnológico e validação de produtos para mercados internacionais. O Bezos Earth Fund investe em iniciativas voltadas para a proteção da Amazônia e fortalecimento de cadeias de valor sustentáveis, enquanto parceiros estratégicos como IPT, CBA, Emerge Brasil e SBSA Advogados também colaboram na realização do projeto.
Para mais informações e inscrições, acesse o site do Idesam.
