Campanha ‘Turismo sem Penas’ reforça turismo responsável no Festival de Parintins
Com a chegada do 59º Festival Folclórico de Parintins, o Governo do Amazonas, por meio da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), intensifica a campanha ‘Turismo sem Penas’. A iniciativa tem como foco sensibilizar turistas e moradores locais sobre os perigos e penalidades da compra e venda de acessórios e artesanatos feitos com partes de animais silvestres. Entre os itens ilegais comercializados estão cocares, brincos, colares, tiaras e objetos decorativos confeccionados com penas de aves ameaçadas, dentes de macacos, couro de onça e garras de aves de rapina.
Legislação ambiental e importância da preservação da fauna
O presidente da Amazonastur, Frank Dantas, enfatiza que a campanha reforça o compromisso com a proteção ambiental e o turismo sustentável durante o festival. Segundo ele, orientar o público para a escolha consciente desses produtos é fundamental para garantir a preservação das espécies da Amazônia. A ação segue as diretrizes da campanha nacional ‘Não tire as penas da vida’, promovida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que visa prevenir o comércio ilegal de materiais extraídos da fauna brasileira.
Joel Araújo, superintendente do Ibama, destaca que desde 2021 a campanha tem trabalhado na conscientização sobre os impactos do uso ilegal de partes de animais silvestres na produção artesanal. Além do caráter educativo, a iniciativa reforça o combate às infrações ambientais relacionadas a esse comércio ilegal. Ele lembra que a venda e utilização desses itens são crimes ambientais, passíveis de denúncia por meio dos canais oficiais de fiscalização.
Como identificar materiais naturais e alternativas sustentáveis
Para ajudar na identificação dos produtos, a campanha orienta sobre os diferenciais entre penas naturais e artificiais. As naturais possuem haste central e ramificações laterais, além de uma textura flexível que permite que voltem ao formato original. Já as penas artificiais, mais rígidas, são usadas como alternativa sustentável na confecção de artesanatos, evitando assim o impacto ambiental negativo.
Punições previstas pela legislação para comércio ilegal
A Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, prevê pena de detenção de seis meses a um ano e multa que pode chegar a R$ 5 mil para quem comercializa ou utiliza artefatos produzidos com partes de animais silvestres. As sanções podem ser ainda maiores em casos que envolvam espécies ameaçadas ou ocorram em áreas protegidas. Essa legislação reforça a necessidade de conscientização para que o turismo no Amazonas seja praticado de forma sustentável e respeitosa com a biodiversidade local.
Com a aproximação do Festival de Parintins, a campanha ‘Turismo sem Penas’ destaca a importância de preservar a fauna amazônica enquanto valoriza a cultura local, convidando o público a participar de uma celebração que respeita o meio ambiente e promove o turismo consciente.
