Decisão da Justiça sobre os pais das vítimas
A Justiça de Manaus concedeu liberdade provisória a Suely de Azevedo dos Santos e Rodolfo Carlos Cavalcante Júnior, pais das duas crianças que morreram carbonizadas em um incêndio em uma kitnet na Zona Oeste da cidade. A determinação foi tomada após audiência de custódia realizada na tarde de quinta-feira (13).
O casal foi levado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e indiciado por abandono de incapaz. O processo corre em segredo de Justiça para preservar as informações sensíveis do caso.
Detalhes do incêndio e vítimas
As vítimas, Rodolfo Cavalcante dos Santos Neto, de 10 meses, e Antony Cavalcante dos Santos Neto, de 3 anos, eram irmãos que dormiam juntos na mesma cama quando o fogo teve início na manhã de quarta-feira (12). O incêndio aconteceu em uma kitnet localizada na rua Paraíso I, na comunidade Parque São Pedro, bairro Tarumã.
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De acordo com informações da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), os pais saíram de casa por volta das 7h30, deixando as crianças sozinhas. Após o incêndio, os irmãos foram encontrados carbonizados. O avô tentou resgatá-los, entrando na residência em chamas, mas não conseguiu. Ele sofreu queimaduras na mão e na perna esquerdas.
Investigação e suspeitas sobre a origem do fogo
As equipes de perícia trabalham com a hipótese de que o fogo começou em um ventilador, devido a uma possível sobrecarga elétrica. Panos próximos a uma tomada podem ter acelerado a propagação das chamas pelo imóvel.
“Provavelmente [o fogo começou] no ventilador. Teriam recebido uma sobrecarga, alguns panos em cima da tomada que propagaram o incêndio, passou para o forro, queimou rapidamente a residência”, explicou o delegado Rodrigo Azevedo.
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O CBMAM controlou o incêndio, realizando o resfriamento e a ventilação da estrutura, que possui dois pavimentos. O Instituto Médico-Legal (IML) e o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) também foram acionados para dar suporte nas investigações.
Andamento do caso
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros continua investigando as circunstâncias do incêndio e possíveis responsabilidades pela morte das crianças. O processo segue sob sigilo para garantir o andamento adequado das apurações.
