Redução nas Mortalidades e Crescimento das Internações
Manaus/AM – O estado do Amazonas apresentou um progresso significativo em 2025 em termos de segurança viária, com uma diminuição de 16,4% no número de mortes de motociclistas em comparação ao ano anterior. Entretanto, o novo Boletim Epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP) traz à tona uma preocupação crescente: as internações aumentaram em impressionantes 149% entre 2021 e 2025, resultando em um impacto financeiro que ultrapassa R$ 4,3 milhões aos cofres públicos apenas no último ano.
Mesmo com essa redução nas taxas de mortalidade, os números absolutos continuam a preocupar as autoridades de saúde. As estatísticas de 2025 mostram que 275 motociclistas perderam a vida nas estradas do estado, representando 58,5% do total de óbitos no trânsito no Amazonas. Os pedestres ocupam a segunda posição, com um percentual de 23,4% das fatalidades.
Perfil das Vítimas e Aumento de Acidentes nos Fins de Semana
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O levantamento revela um perfil claro da vulnerabilidade no trânsito: 85,1% das vítimas fatais são homens, predominantemente na faixa etária de 20 a 39 anos — uma fase crucial da vida econômica. A pesquisa também indica que os sábados e domingos concentram a maioria dos acidentes, períodos associados a comportamentos de risco elevados.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, enfatiza a gravidade da situação: “Os acidentes continuam a impactar severamente a saúde pública. Precisamos fortalecer a educação e promover o uso adequado de equipamentos de proteção para salvar essas vidas.”
Custos Crescentes e Necessidade de Ações Públicas
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A eficiência no atendimento hospitalar pode explicar parte da redução nas mortes, mas as sequelas graves das vítimas geram custos altos. O aumento de 202% nos gastos com saúde nos últimos cinco anos evidencia como se torna complexo o cuidado necessário para os sobreviventes.
De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, uma análise minuciosa desses dados permite que o Estado direcione políticas públicas para as áreas e grupos que enfrentam mais vulnerabilidades. A proposta da Fundação envolve um conjunto de ações estratégicas: educação em saúde, fiscalização rigorosa e melhoria na infraestrutura viária.
