Combate ao Garimpo Ilegal e a Proteção da Amazônia
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensificou as operações de fiscalização no Amazonas, resultando na destruição de dragas utilizadas no garimpo ilegal e na apreensão de madeira irregular. As ações ocorreram em pontos distintos, tendo como foco principal o combate a atividades que causam impactos ambientais severos, como a contaminação de rios e danos à biodiversidade local.
De acordo com informações do Ibama, as dragas, encontradas abandonadas, foram destruídas em conformidade com a legislação ambiental vigente. A operação contou com o apoio da Marinha do Brasil, garantindo a segurança das equipes em campo. Para rastrear e monitorar as atividades ilegais, aeronaves foram utilizadas, permitindo um mapeamento eficaz das estruturas criminosas ao longo do curso d’água.
O g1 entrou em contato com o Ibama para obter detalhes sobre os municípios onde ocorreram as apreensões e destruições das dragas, mas até o fechamento desta reportagem, não houve resposta do órgão.
No último sábado, uma nova fase da fiscalização mobilizou agentes do Ibama em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) na Operação Xapiri Tenharim Marmelos, que se concentrou em territórios indígenas ao sul do Amazonas. Durante a ação, dois caminhões carregados de toras de madeira foram inutilizados, um na Terra Indígena Diahui e outro na Terra Indígena Tenharim Marmelos. A madeira irregular foi apreendida e destruída no local, embora a quantidade não tenha sido divulgada.
Outro caminhão foi abordado pela fiscalização, mas as lideranças indígenas intervieram, impedindo a destruição imediata do veículo. Para evitar um possível confronto, os agentes priorizaram a segurança e optaram por coletar informações para responsabilizar os envolvidos. Os autores das atividades ilegais devem ser autuados conforme a Lei de Crimes Ambientais, que prevê sanções rigorosas para proteger o patrimônio natural da região.
