Homicídio e Abusos: O Passado Conturbado de Melqui Galvão
O professor de jiu-jítsu Melqui Galvão, que recentemente foi preso sob a acusação de abuso sexual contra uma aluna, já foi um nome controverso no estado do Amazonas. Em 2011, ele foi acusado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) de homicídio qualificado, ligado à operação policial conhecida como “Cachoeira Limpa”, que resultou na morte do empresário Fernando Pontes, popularmente conhecido como “Ferrugem”.
A tragédia ocorreu em Presidente Figueiredo, onde Galvão foi vinculado aos disparos que levaram à morte de Pontes em 12 de maio de 2011. A operação, que investigava uma rede de pedofilia e exploração sexual de adolescentes, terminou de forma trágica e gerou grande repercussão na região.
Segundo documentos do MP, Melqui Galvão foi identificado como um dos atiradores na cena do crime. Durante a abordagem, Pontes foi atingido por tiros à queima-roupa, o que levanta questionamentos sobre a legitimidade da operação. Mesmo com a versão de que o empresário teria reagido à ação policial, as imagens do incidente contaram uma história diferente, levando o promotor responsável, Leonardo Abinader Nobre, a concluir que não havia risco iminente por parte da vítima.
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Fonte: belzontenews.com.br
Enquanto isso, Melqui e outros policiais envolvidos na operação foram inicialmente presos, mas logo liberados quando o período da prisão preventiva se encerrou. Outras irregularidades foram levantadas, incluindo procedimentos administrativos contra o promotor que acompanhou a ação por possíveis omissões.
Nova Prisão e Acusações Recentes
Recentemente, Galvão foi novamente preso, desta vez sob a acusação de abuso sexual. A denúncia surgiu após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do professor, afirmar que tinha sido vítima de atos libidinosos durante uma competição esportiva fora do Brasil. Atualmente, ela reside nos Estados Unidos e foi ouvida pelas autoridades locais.
A prisão temporária de Galvão foi determinada pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher, que está investigando relatos de abusos envolvendo pelo menos três vítimas até o momento. Durante as investigações, surgiram outras denúncias, incluindo uma de uma vítima que declarou ter apenas 12 anos na época dos eventos.
A Polícia Civil obteve gravações que sugerem que Galvão tentou minimizar os relatos de abuso, oferecendo compensações financeiras e propondo que os casos não fossem levados adiante.
Repercussão na Comunidade do Jiu-Jítsu
O caso de Melqui Galvão gerou uma onda de indignação na comunidade do jiu-jítsu. Famoso no meio esportivo por ser faixa preta e treinador, Galvão é pai do promissor atleta Mica Galvão, que se manifestou nas redes sociais sobre a prisão do pai, expressando sua tristeza e a necessidade de que as investigações avancem com rigor.
Mica destacou a importância de se respeitar o adversário e repudiou qualquer forma de violência, enfatizando que seu pai foi uma figura central em sua formação no esporte. A campeã olímpica e nora de Galvão também pediu responsabilidade em relação ao caso, clamando por proteção aos atletas.
As autoridades continuam a investigação, buscando entender a magnitude dos crimes e identificar possíveis novas vítimas. O g1 tentou contatar a defesa de Melqui Galvão, mas não obteve resposta até o momento.
