Descontentamento com a arbitragem e o gramado em Manaus
No último domingo (3), o Caxias se tornou a primeira equipe a romper a defesa do Amazonas, também interrompendo a sequência de vitórias da equipe manauara na Série C do Campeonato Brasileiro. Em uma partida acirrada, o time de Marcelo Cabo saiu atrás no placar, mas conseguiu igualar as ações no último minuto, em um gol de cabeça do zagueiro Moraes após um escanteio, terminando o jogo em 1 a 1. Após a partida, o técnico do Caxias não poupou críticas à arbitragem de Pierry Dias, do Rio de Janeiro, e às condições do gramado do Estádio Carlos Zamith.
“Esse empate deixa um sabor amargo, pois o gol do Amazonas foi irregular. O árbitro não marcou duas faltas claras que influenciaram diretamente no resultado. A primeira foi sobre o Breno e, a segunda, no Grigor, que foi empurrado antes do gol do Amazonas. Apesar disso, lutamos e conseguimos um ponto importante para levar de volta a Caxias”, declarou Cabo à Rádio Caxias.
O técnico ainda destacou a importância do resultado, dado que representa o primeiro ponto perdido pelo Amazonas na competição. Além disso, Cabo teceu considerações sobre o estado do gramado, que, segundo ele, dificultou o desempenho das equipes. “O campo estava impraticável, com muita lama e água, o que acabou prejudicando a proposta de jogo do Caxias”, completou.
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Estratégia e Ajustes durante a Partida
Durante o intervalo, Marcelo Cabo ajustou a estratégia do Caxias, espelhando o esquema do técnico Cristian de Souza, do Amazonas. Ele optou por utilizar três zagueiros e jogadores de maior força física, visando se adaptar às exigências da partida. “O jogo estava difícil para os jogadores mais técnicos. O João, Matheus e Calyson tentavam, mas a verdade é que o estilo de jogo deles não se encaixava ali”, explicou.
O treinador ainda ressaltou que o Amazonas jogou buscando a segunda bola e que, à medida que a partida avançava, o gramado se deteriorava ainda mais. “Tivemos uma grande dificuldade, mas quero parabenizar meus jogadores pela entrega. Matheus e Grigor estavam amarelados, e se não fosse pelo cartão, teria mantido ambos em campo. A ideia foi adaptar o time para ter uma sobrecarga mais clara e uma força ofensiva nas bolas paradas”, disse Cabo.
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Poder Ofensivo e a Busca pelo Empate
No final do jogo, Cabo retornou ao seu esquema original, buscando maior poder ofensivo. O gol que garantiu o empate veio em um escanteio, uma estratégia que, segundo ele, era a única forma viável de alcançar o resultado desejado. “A entrada do Ravanelli foi estratégica, pois ele é excelente em cobranças de bola parada. Eu optei por abrir mão do Grigor, um bom arrematador de fora da área, para voltar ao 4-3-3 e assim aumentar nosso volume de jogo”, finalizou o técnico do Caxias. A partida, marcada por polêmicas e desafios, reforçou a luta do Caxias dentro da Série C, evidenciando as dificuldades enfrentadas em campo e as estratégias que podem ser necessárias para avançar na competição.
