Avanços para Ampliar o Calado da Barra Norte
Um conjunto de estudos técnicos está em progresso para avaliar a possibilidade de aumentar o calado autorizado na Barra Norte do Rio Amazonas. O objetivo é permitir a navegação de embarcações maiores ou com maior carga, ampliando a capacidade da rota que é fundamental para o escoamento da produção do Centro-Oeste. Esses estudos incluem levantamentos hidrográficos, batimetria detalhada e análises rigorosas sobre as condições de segurança para a navegação.
Discussões no Fórum Centro-Oeste Export
O tema foi destaque durante o fórum Centro-Oeste Export, realizado em Rio Verde (GO), no dia 23, reunindo especialistas em logística e representantes do setor portuário. O painel focou nos avanços e desafios relacionados à Barra Norte, ressaltando a importância da rota para a economia brasileira e para a competitividade do setor agrícola e mineral.
Projeto Barra Norte e a Viabilidade Técnica
O Projeto Barra Norte, liderado pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) em parceria com instituições técnicas, investiga as condições naturais do canal, com atenção especial à região do Arco Lamoso, na foz do Rio Amazonas. A proposta é ampliar a profundidade operacional do canal com segurança, minimizando intervenções extensas de dragagem.
Potencial para Aumento do Calado e Benefícios Logísticos
Levantamentos preliminares indicam que é possível elevar o calado atual de cerca de 11,70 metros para 12,50 metros. Essa mudança permitiria o trânsito de navios Panamax com maior capacidade de carga, otimizando o transporte e possibilitando o embarque adicional de milhares de toneladas por viagem. A Marinha do Brasil avalia a segurança dessa ampliação e tem a responsabilidade de autorizar quaisquer mudanças nos limites de calado, considerando dados técnicos e parâmetros operacionais.
Impactos Econômicos e Ambientais
Ampliar a capacidade de navegação na Barra Norte é estratégico para fortalecer a logística nacional, especialmente para o escoamento eficiente da produção do Centro-Oeste. Navios mais carregados trazem benefícios como redução de custos logísticos, maior competitividade para o setor e menor emissão de gases de efeito estufa por tonelada transportada. Além disso, a ampliação contribui para diversificar a matriz logística do país, reduzindo a dependência do transporte rodoviário de longa distância.
Participação de Especialistas no Debate
O painel contou com a presença de Edson Mesquita dos Santos, gerente de Pesquisa e Análise do Instituto Praticagem do Brasil; Murillo Barbosa, diretor-presidente da ATP; e Adalberto Tokarski, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A moderação ficou a cargo de Leopoldo Figueiredo, diretor geral da Rede BE News, que conduziu as discussões voltadas para o futuro da navegação na rota amazônica.
