Importações e Exportações em Números
Em março de 2026, o Amazonas registrou uma corrente de comércio de impressionantes US$ 1,55 bilhão. As exportações totalizaram US$ 131,39 milhões, enquanto as importações alcançaram US$ 1,42 bilhão. As informações foram divulgadas recentemente pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e refletem a crescente integração da economia amazonense às cadeias produtivas globais.
O levantamento destaca a forte conexão da dinâmica comercial do estado com a Zona Franca de Manaus, que continua a ser um motor vital na demanda por insumos importados, essenciais para a atividade industrial local. Conforme enfatizado pelo secretário em exercício da Sedecti, Gustavo Igrejas, esses indicadores sublinham a relevância do comércio exterior para o desenvolvimento econômico da região.
“Os números revelam a dinâmica da nossa economia, que permanece interligada às cadeias produtivas internacionais. As importações, especialmente de insumos para a indústria, são cruciais para sustentar a atividade da Zona Franca de Manaus, garantindo competitividade e a geração de empregos no estado”, ressaltou Igrejas.
Principais Parceiros Comerciais do Amazonas
No que diz respeito às exportações, os produtos minerais e industriais dominaram as vendas em março. A Alemanha destacou-se como o principal destino das mercadorias, com a venda de ouro totalizando US$ 37,04 milhões. A Argentina também figurou como um importante parceiro comercial, importando motocicletas fabricadas no estado, resultando em um total de US$ 6,93 milhões.
Por outro lado, as importações foram lideradas pela China, que enviou ao Amazonas produtos variados, destacando-se os suportes gravados, que somaram US$ 92,54 milhões. A Coreia do Sul também se destacou, enviando memórias digitais para o setor eletroeletrônico, reforçando a importância da tecnologia na economia local.
Impactos Regionais e Históricos
A movimentação comercial do Amazonas não se limitou apenas à capital, Manaus. Municípios do interior também participaram ativamente do comércio exterior. Por exemplo, Presidente Figueiredo exportou ferro-ligas para a China, enquanto Manacapuru registrou vendas de peixes congelados para o Peru. Já Itacoatiara importou óleos de petróleo da Rússia, evidenciando a diversificação das fontes de suprimento.
Historicamente, o estado vem observando um aumento contínuo nas importações desde 2021. Após atingir um recorde de US$ 16,14 bilhões em 2024, o Amazonas já contabiliza US$ 4,27 bilhões em compras externas apenas nos primeiros três meses de 2026. Esses números indicam um cenário promissor para o comércio exterior do estado e apontam para uma expectativa de crescimento sustentado nos próximos anos.
