Histórico de risco e detalhes do acidente
Uma criança de 11 anos faleceu após cair do prédio onde morava, na manhã desta terça-feira (30), em Manaus. O caso aconteceu no condomínio Life Parque Dez, localizado no bairro Parque 10, Zona Centro-Sul da capital amazonense. De acordo com o delegado Gerson Oliveira, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a criança já havia sido vista em outras ocasiões subindo nas janelas do apartamento, o que configurava uma situação de risco constante. A vítima possuía transtorno do espectro autista (TEA), condição que, segundo o delegado, influenciou no comportamento que levou ao acidente.
“Já havia imagens anteriores em que a criança aparecia subindo nas janelas e colocando-se do lado de fora, correndo risco de queda. Isso não era uma situação inédita”, afirmou Oliveira.
Presença da família e circunstâncias do acidente
Na residência viviam a mãe, a criança e uma irmã adolescente de 14 anos. No momento do acidente, a mãe havia saído para um atendimento médico, deixando a criança sob os cuidados da irmã. Segundo relatos apurados pela Rede Amazônica, o acidente ocorreu por volta das 9h, e a jovem não soube informar como exatamente a criança caiu.
O delegado também ressaltou que moradores da rua ao lado já haviam notado a criança em posição de risco na janela em mais de uma oportunidade. “Desde o ano passado, os residentes daquela rua observavam a criança na janela, inclusive em imagens onde ela aparece claramente em uma área sem proteção”, explicou.
Rede de proteção rompida e andamento da investigação
Apesar da varanda do apartamento possuir rede de proteção, a polícia constatou que ela estava rompida no momento da queda, o que facilitou o acidente. Equipes do 23° Distrito Integrado de Polícia e da Polícia Civil estiveram no local para realizar a perícia que deve esclarecer as circunstâncias exatas da queda. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
“Encontramos a rede de proteção, porém estava rompida, permitindo a queda da criança para fora da varanda”, disse o delegado.
Atendimento de emergência e investigação em curso
Conforme informado pela Rede Amazônica, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou socorro à criança ainda no local, mas ela não resistiu aos ferimentos. O delegado explicou que o corpo foi movimentado durante o atendimento, o que dificulta o trabalho pericial.
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“Pelo que o perito constatou, a criança caiu da varanda do apartamento onde morava e não há evidências de que ela tenha sido arremessada”, afirmou Oliveira.
A polícia ainda pretende ouvir a irmã da vítima, que estava no apartamento no momento do acidente, mas possivelmente em outro cômodo e sem perceber o que ocorria. Imagens do circuito interno de segurança do condomínio serão analisadas para ajudar na investigação.
“As imagens podem mostrar o momento e a forma da queda, auxiliando a perícia. Estamos buscando essas imagens para entender melhor o ocorrido”, completou o delegado.
