FIEAM celebra 66 anos de atuação em prol da indústria do Amazonas
Na segunda-feira (3), a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) completa 66 anos de existência. Desde sua fundação, a instituição tem se dedicado a defender os interesses da indústria local e a fomentar o desenvolvimento econômico do Amazonas. Segundo o presidente Antonio Silva, a entidade mantém firme o compromisso de pensar o futuro e atuar como voz permanente da indústria amazonense.
“Essa trajetória envolve os pioneiros da indústria do Amazonas, desde os primeiros projetos de beneficiamento de matéria-prima regional, iniciados na década de 1780, até os atuais diretores e colaboradores da FIEAM”, destaca Silva, ressaltando o papel dos líderes históricos e atuais que consolidaram a federação como referência no segmento empresarial industrial da região.
Origens da Federação e seus primeiros setores industriais
Fundada em 3 de agosto de 1960, a FIEAM surgiu sete anos antes da criação da Zona Franca de Manaus, reunindo inicialmente indústrias de setores variados, como serrarias, carpintarias, tanoarias, panificação, bebidas, extração de borracha e calçados. Na época, a sede provisória funcionava no prédio da Associação Comercial do Amazonas.
A ata de fundação foi assinada por líderes sindicais da época, entre eles Antônio de Andrade Simões (Sindicato de Panificação), Petrônio Augusto Pinheiro (Indústrias de Bebidas), Francisco das Chagas Menezes (Extração de Borracha), Alcides Ramos Paes (Calçados de Manaus), Moyses Benarrós Israel (Carpintarias e Serrarias) e Abrahão Sabbá, representante de uma família tradicional de empreendedores locais.
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Rede de apoio e fortalecimento da indústria local
A FIEAM administra, juntamente com outras 26 federações estaduais vinculadas à Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), ambos estabelecidos no Amazonas em 1949 e 1957, respectivamente. Em 1970, foi criada a superintendência regional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), formando o que hoje é conhecido como Sistema FIEAM.
De acordo com Antonio Silva, as indústrias associadas são parceiras essenciais do Sistema FIEAM, participando ativamente de campanhas de solidariedade e utilizando os serviços do SESI e SENAI nas áreas de educação, saúde e segurança do trabalho. Ao longo das últimas seis décadas, a federação tem impulsionado a indústria local ao promover a qualificação profissional, a educação básica de qualidade para trabalhadores e dependentes, além de oferecer soluções integradas que aumentam a competitividade e a sustentabilidade do setor.
“Criamos uma rede de escolas profissionalizantes em Manaus e no interior do estado, laboratórios, agências de treinamento e unidades móveis fluviais e terrestres para atender às demandas da indústria”, explica o presidente.
Atuação decisiva na criação e manutenção da Zona Franca de Manaus
Desde sua fundação, a FIEAM tem se empenhado em atrair investimentos para o Amazonas. Quando começou a mobilização para implantar o Decreto Lei 288/67, que estabeleceu a Zona Franca de Manaus (ZFM), a federação apoiou firmemente a iniciativa, que visava integrar o estado ao restante do país por meio de um projeto de desenvolvimento regional.
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Fonte: cidaderecife.com.br
A entidade foi fundamental na atração de indústrias de ponta, contribuindo para a transformação econômica do Amazonas e da região. Esse processo gerou amplos benefícios, como o aumento da renda, do emprego e da arrecadação, impactando toda a cadeia produtiva local.
Ao longo dos anos, a FIEAM, em conjunto com outras entidades e com o apoio da bancada amazonense no Congresso Nacional, assegurou a manutenção constitucional da ZFM e sua prorrogação. A federação tem defendido obstinadamente esses direitos, inclusive no âmbito judicial, diante das frequentes tentativas de modificar a legislação infraconstitucional que garante os incentivos fiscais do modelo, com apoio do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, a FIEAM ofereceu suporte técnico e político durante a elaboração e votação da Reforma Tributária no Congresso Nacional, reforçando a importância da manutenção desses benefícios para o desenvolvimento regional.
Hoje, a federação continua seu papel de guardiã dos interesses da indústria amazonense, atuando para preservar os incentivos que sustentam a competitividade e a inovação no estado.
