MEC Enem: mais de um milhão de estudantes engajados na preparação para o exame
Mais de 1,1 milhão de estudantes estão cadastrados no MEC Enem, plataforma gratuita do Ministério da Educação (MEC) criada para auxiliar a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Até outubro de 2026, a ferramenta contabilizou 1.112.187 usuários, com 31,5 milhões de questões respondidas, 1,6 milhão de redações enviadas para correção e 1,3 milhão de simulados realizados.
O MEC Enem disponibiliza questões oficiais das provas, trilhas de aprendizagem personalizadas, materiais de apoio e aulas de reforço adaptadas conforme o desempenho dos alunos. Essa variedade de recursos auxilia estudantes a identificarem suas dificuldades e aprimorarem conhecimentos essenciais para o exame.
Distribuição regional e impacto no desempenho dos estudantes
Do total de estudantes que informaram sua unidade da Federação, 717.742, o Nordeste concentra a maior parcela, com 257.400 inscritos (35,9%), seguido pelo Sudeste, com 255.080 (35,5%). São Paulo lidera o ranking estadual, com 116.889 estudantes, seguido por Minas Gerais (68.369), Bahia (66.840), Rio de Janeiro (55.783) e Pará (42.903). Pernambuco aparece na sexta posição, com 40.109 usuários.
A plataforma contabilizou 8,4 milhões de atividades de estudo e gerou 1,5 milhão de aulas de reforço individualizadas. Os dados indicam uma associação entre o uso dos recursos e a evolução no desempenho. Entre 56.876 estudantes que tiveram ao menos duas redações corrigidas, a nota média subiu de 586 para 630,5 pontos, um ganho de 44,4 pontos. Aqueles que completaram 20 ou mais aulas de reforço apresentaram um avanço médio de 67,9 pontos.
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Fonte: daquidemanaus.com.br
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Fonte: tcheagora.com.br
Nos simulados, estudantes que resolveram entre 50 e 199 exercícios adicionais alcançaram média de 394,2 pontos, comparados a 328,9 pontos dos que não realizaram exercícios extras. Embora os resultados mostrem correlação entre prática e desempenho, não indicam, isoladamente, uma relação direta de causa e efeito.
Estudantes pernambucanos avançam em competições nacionais de robótica
Em outubro, estudantes de Pernambuco se destacaram no Festival Regional SESI de Robótica, garantindo vagas na etapa nacional das competições FIRST LEGO League (FLL) e FIRST Tech Challenge (FTC), previstas para março de 2027, em Salvador (BA). O evento ocorreu no Piso L3 do Shopping RioMar e contou com a participação de jovens do Ensino Fundamental e Médio, a partir dos 9 anos, em desafios que estimulam criatividade, pensamento crítico e trabalho em equipe.
Na competição FTC, avançaram as equipes Unity Sunset (SESI Escada), Rev Atom (SESI Ibura) e V-Legacy (Colégio Vita, Sergipe). Na FLL, seguem as equipes Kyrios Lego (SESI Araripina), Unity Sunrise (SESI Escada), Cyber Lego (SESI Petrolina), além das equipes Shield e Star Space, de Sergipe e Paulista, respectivamente.
Mirella Barreto, diretora de Educação do SESI, destacou a importância do festival para o desenvolvimento dos estudantes. Segundo ela, o evento valoriza a dedicação dos jovens, estimula a resolução de problemas e reforça a confiança no próprio potencial. As equipes vencedoras da etapa nacional representarão o Brasil na competição mundial nos Estados Unidos, em 2027.
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Fonte: agazetadorio.com.br
Família e escola: o papel chave na formação de leitores
O desafio de incentivar a leitura entre crianças e adolescentes cresce diante da concorrência com videogames, vídeos e redes sociais. A 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro, revela que apenas 25% das crianças de 5 a 10 anos têm os livros entre suas atividades preferidas, enquanto 43% optam pelos videogames. Entre jovens de 11 a 13 anos, a leitura também atinge 25%, contrastando com 39% que preferem jogos eletrônicos.
Maria Tamyres, bibliotecária do Colégio Salesiano Recife, explica que permitir às crianças escolherem o que desejam ler é fundamental para despertar o interesse. Considerar a faixa etária e os interesses pessoais, como curiosidade por animais ou aventura, ajuda a aproximá-las da literatura. Variar gêneros e formatos, como histórias em quadrinhos, contos e poesias, torna a leitura mais atrativa e acessível.
A formação do hábito pode começar em casa, dedicando breves momentos diários para a leitura, seja antes de dormir ou em pausas na rotina. A leitura compartilhada, com adultos lendo em voz alta e dialogando sobre as histórias, estimula a compreensão e transforma a atividade em momento de convivência familiar.
Manter livros acessíveis e demonstrar interesse pela leitura são estratégias que reforçam esse vínculo. A participação ativa dos pais e responsáveis contribui para que as crianças desenvolvam o gosto pela leitura e ampliem seus horizontes culturais.
