MP busca revogar prisão domiciliar em caso de policial morto em Manaus
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com recurso na Justiça para revogar a prisão domiciliar de Mayara Silva da Silva, suspeita de envolvimento na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, ocorrida na sexta-feira (24) em Manaus. O órgão solicita que Mayara seja imediatamente transferida para um presídio, alegando a gravidade do caso.
Contexto e argumento do Ministério Público
Luciano Carvalho foi atingido no pescoço e no braço durante um confronto armado com suspeitos em veículos abordados pela polícia. Ele foi socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos. Mayara havia recebido o benefício da prisão domiciliar no sábado (25) por estar gestante, porém, o MPAM contestou essa decisão no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
A Promotoria argumenta que a gravidade da morte do policial, somada à apreensão de quase uma tonelada de drogas, justifica a prisão preventiva em regime fechado. Segundo o MP, Mayara não se enquadra como uma traficante eventual, e o caso exige uma exceção à regra geral de prisão domiciliar para grávidas.
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Provas e ligação com organização criminosa
O Ministério Público destaca o volume expressivo de drogas e armas apreendidas, além da ligação direta de Mayara com a ação que culminou na morte do policial, apontando para uma profunda inserção em uma organização criminosa de alta periculosidade. Por isso, o órgão pede uma liminar urgente para restabelecer a prisão preventiva e expedir o mandado de prisão contra a suspeita.
Detalhes do confronto e desdobramentos
A troca de tiros que resultou na morte de Luciano ocorreu por volta das 10h da sexta-feira (24) e foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram uma picape preta estacionada ao lado de um carro cinza próximo a uma quadra de futebol. Em seguida, outro veículo preto se aproxima, e uma pessoa parece transferir um objeto da picape para o carro cinza. Pouco depois, uma viatura descaracterizada com Luciano chega ao local, e a troca de tiros começa.
Luciano foi levado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada ainda com vida, mas não resistiu. Mayara foi presa na noite do mesmo dia em um condomínio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.
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Prisões e confrontos posteriores
Após o episódio, Rafael, outro suspeito, passou a ser procurado pela polícia. Na madrugada de sábado (25), equipes do Departamento de Narcóticos (Denarc) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) localizaram Rafael em uma comunidade de Itacoatiara, Região Metropolitana de Manaus. Durante a abordagem, ele reagiu atirando contra os policiais, foi baleado e morreu no confronto.
