Empreendedores em Ação
O show de Shakira, que atraiu um público estimado em até 2,5 milhões de pessoas, gerou uma onda de consumo que começou antes da apresentação e se espalhou por diversos setores. No comércio popular, a empreendedora Lorrana Lica, proprietária de uma loja no Saara, centro do Rio de Janeiro, decidiu investir em produtos temáticos para aproveitar a ocasião. Desde 2022, Lorrana já explorava o nicho de cultura pop e aplicou a mesma estratégia bem-sucedida em shows anteriores.
Para o evento da cantora colombiana, a coleção de produtos foi lançada com aproximadamente 50 dias de antecedência. Essa estratégia permitiu testar a aceitação do público e ajustar a produção conforme necessário. Os itens à venda incluíam camisetas, bonés, tops e leques personalizados, com preços a partir de R$ 49,90. O passado da empresária no setor mostra o potencial desse mercado; ela já havia faturado até R$ 600 mil em eventos anteriores, como aqueles de RBD, Madonna e Lady Gaga, e viu no show de Shakira uma oportunidade de ampliar ainda mais seus ganhos.
Viagens Temáticas no Interior de São Paulo
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Não foi apenas no Rio de Janeiro que os negócios aqueceram. Na região interiorana de São Paulo, Camila Meira, uma agente de viagens, também capitalizou em cima do evento. Ela organizou um pacote especial para levar fãs até Copacabana, onde o show aconteceria. Para viabilizar essa operação, Camila investiu cerca de R$ 20 mil, cobrindo despesas como aluguel de ônibus e custos de preparação. O resultado foi uma viagem bate-volta que transportou 64 pessoas até o evento.
As passagens foram comercializadas a um preço aproximado de R$ 300, e a promoção da viagem contou com estratégias digitais, além de parcerias com comunidades de fãs nas redes sociais, que foram fundamentais para garantir a adesão do público. Para Camila, essa iniciativa não apenas trouxe retorno financeiro, mas também representou um passo significativo em sua carreira, unindo a paixão pela artista com uma oportunidade de negócio no setor de turismo.
A economia criativa em Alta
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Casos como os de Lorrana e Camila ilustram um fenômeno recorrente em grandes eventos: a economia criativa se fortalece, convertendo fãs em consumidores e, em muitos casos, em empreendedores. O show de Shakira não foi apenas uma celebração musical; também se tornou um motor de negócios, onde produtos e serviços giraram em torno de um único nome, reforçando a ideia de que a música pode ser um poderoso catalisador econômico.
Enquanto a música ecoava, os negócios também dançavam no ritmo do sucesso. Esses empreendedores souberam aproveitar a atmosfera vibrante do evento para não apenas garantir sua relevância no mercado, mas também para inspirar outros a seguir o mesmo caminho, demonstrando que, com criatividade e estratégia, é possível transformar eventos culturais em oportunidades lucrativas.
