Corpo de indígena desaparecida é localizado no Rio Pantaleão
O corpo da indígena Simone Mendonça Alves foi encontrado na manhã desta terça-feira (9) no Rio Pantaleão, em Autazes, região interiorana do Amazonas. Simone estava desaparecida desde a noite de domingo (7), quando caiu no rio após uma colisão entre embarcações na comunidade Carapina.
Acidente ocorreu durante retorno de oficina de artesanato
Segundo informações da Rede Amazônica, Simone viajava com familiares após participar de uma oficina de artesanato e grafismo. A embarcação transportava quatro pessoas da mesma família, que foram lançadas ao rio devido ao impacto da batida. As buscas foram iniciadas ainda na noite do domingo pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e reforçadas com quatro mergulhadores de Manaus no dia seguinte. As operações foram suspensas durante a noite por questões de segurança e retomadas na manhã desta terça-feira, quando o corpo foi localizado.
Homem preso por suspeita de atentado qualificado
A Polícia Civil informou que um homem de 32 anos foi detido no domingo sob suspeita de atentado qualificado contra a segurança do transporte fluvial. Segundo as investigações, ele conduzia a embarcação em alta velocidade, sem sinalização noturna e, conforme testemunhas, sob efeito de álcool. O suspeito retornava de uma festa na comunidade Tumbira quando colidiu frontalmente com a canoa de alumínio onde estavam Simone e sua família.
O delegado Vinicius Darrieux explicou que o impacto colocou em risco a vida do condutor da canoa, de 33 anos, sua esposa, de 35 anos, sua irmã, de 19 anos, e uma criança de dois anos, todos da aldeia Vida Nova. Após a colisão, os ocupantes foram arremessados ao rio, ocasionando o desaparecimento de Simone. Testemunhas também relataram que o suspeito aparentava estar embriagado e deixou o local sem prestar socorro.
Contexto indígena e trabalho artesanal
Simone Alves era indígena da etnia Mura e exercia a atividade de artesã na região. O tuxaua Francisco Oliveira relatou que ela participava da oficina de artesanato e grafismo dias antes do acidente, e seguia para sua aldeia no momento da tragédia.
Este caso reforça a necessidade de atenção e fiscalização no transporte fluvial do Amazonas, especialmente em áreas indígenas e ribeirinhas, onde as condições de segurança ainda são desafiadoras.
