Projeto ‘Meu Pai é Legal’ fortalece vínculos familiares na zona rural de Manaus
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (tj-am), finalizou mais uma etapa do projeto “Meu Pai é Legal” nesta sexta-feira, 29 de maio. A ação ocorreu no auditório da Divisão Distrital Zonal (DDZ) rural, no bairro Planalto, zona Oeste da capital, e teve como foco promover o reconhecimento legal da paternidade, garantindo direitos essenciais para crianças e adolescentes da rede municipal de ensino.
Coordenado pelo Núcleo de Parcerias Institucionais (Nupi) da Semed, o projeto já passou por todas as Divisões Distritais Zonais (DDZs) da cidade, atingindo gestores escolares e equipes pedagógicas. A etapa concluída marcou o encerramento da sensibilização com os gestores da zona rural, consolidando o compromisso de facilitar o acesso ao reconhecimento de paternidade de forma humanizada, gratuita e acessível. Essa iniciativa fortalece os vínculos familiares e assegura direitos civis fundamentais para os estudantes.
Secretaria reforça diálogo com famílias e apoio jurídico
Durante os encontros, a Semed destacou seu papel articulador junto às comunidades escolares, promovendo o diálogo com as famílias e disponibilizando os formulários necessários para que as informações possam subsidiar as providências do TJ-AM na realização dos exames de DNA. O secretário da Semed, Arone Bentes, ressaltou a importância de expandir o projeto para as comunidades ribeirinhas e rodoviárias de Manaus.
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“Estamos levando essa iniciativa, em parceria com o TJ-AM, para a zona ribeirinha e rodoviária, áreas que também são de nossa responsabilidade. O projeto devolve dignidade e cidadania às crianças, além de melhorar sua capacidade cognitiva, ou seja, a habilidade de aprender e reter informações. Para nós, essa ação é fundamental”, afirmou o secretário.
Compromisso com a cidadania e inclusão social
A colaboração entre o TJ-AM e a Semed reafirma o compromisso das instituições com a cidadania, a inclusão social e a garantia dos direitos da infância e juventude. O projeto se apoia na escola como espaço de acolhimento, orientação e transformação social, aproximando os serviços públicos da população.
O juiz Gildo Alves de Carvalho Filho, coordenador-executivo do projeto, destacou os próximos passos da iniciativa. “Encerramos a fase de sensibilização com os professores e agora avançaremos para identificar alunos que não têm o nome do pai no registro de nascimento. Em seguida, faremos um trabalho de conscientização com as mães para saber se desejam buscar essas informações. O Poder Judiciário oferece suporte jurídico e exames de DNA gratuitos. Nosso objetivo é alcançar o máximo de pessoas que necessitam ter o nome do pai registrado”, explicou.
Acolhimento emocional e impacto no aprendizado
Para a professora Rosa Denise, chefe da DDZ rural, o projeto “Meu Pai é Legal” ultrapassa a parceria institucional e atua na dimensão emocional dos estudantes. “Esse projeto cura a alma dos nossos alunos. O reconhecimento da paternidade representa acolhimento e transformação, preparando-os melhor para o processo de ensino-aprendizagem. Às vezes, subestimamos sua importância, mas não é algo insignificante. Levar essa ação para além dos muros escolares, atendendo comunidades ribeirinhas e rodoviárias, promove legalidade, identidade e pertencimento. Isso contribui para a cura emocional e melhora o aprendizado”, concluiu.
