Paralisação no transporte coletivo de Manaus causa transtornos na capital
Por volta das 16h desta segunda-feira, motoristas de ônibus foram orientados a estacionar os veículos e retorná-los às garagens das empresas de transporte coletivo em Manaus. Conforme apurado pela Rede Amazônica, ônibus do transporte alternativo e executivo continuaram operando e foram liberados para embarcar passageiros no Centro da cidade.
Motivo da paralisação está ligado a atraso no pagamento dos salários
O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) havia emitido uma liminar no início do mês que exige que as empresas do transporte coletivo efetuem o pagamento de 40% dos salários até o dia 20 de cada mês, ou no dia útil anterior em caso de feriado ou fim de semana, e os 60% restantes até o quinto dia útil do mês seguinte. No entanto, de acordo com o sindicato dos rodoviários, esse prazo não foi cumprido nesta segunda-feira, o que motivou a interrupção das atividades.
Givancir Oliveira, presidente da entidade que representa a categoria, afirmou que a paralisação seguirá até que os salários sejam pagos integralmente, ressaltando que a decisão foi tomada diante do novo atraso.
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Reação das entidades e autoridades locais
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) declarou ter sido surpreendido pela paralisação e informou que não recebeu nenhum aviso prévio nem contato do sindicato dos rodoviários para negociação do movimento. O Sinetram afirmou que mantém diálogo aberto com os trabalhadores, mas pretende recorrer judicialmente para garantir o retorno imediato da operação dos ônibus, esperando a normalização do serviço o quanto antes.
A Prefeitura de Manaus destacou que não possui débitos referentes ao ano de 2026 com o Sinetram, afirmando que suas obrigações financeiras estão em dia para o ano corrente.
Posicionamento do Governo do Amazonas sobre repasses e pendências
O Governo do Amazonas comunicou que tem cumprido o repasse do Passe Livre Estudantil destinado a alunos da rede estadual em Manaus, tendo transferido mais de R$ 31,1 milhões ao Sinetram referentes ao ano de 2025. Sobre valores ainda em aberto, o Estado esclareceu que realizou um depósito judicial no ano passado conforme determinação da Justiça, porém os recursos continuam bloqueados porque o sindicato ainda não assinou a petição conjunta necessária para a liberação do montante.
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Fonte: daquibahia.com.br
Além disso, o governo estadual ressaltou seguir rigorosamente os critérios judiciais para calcular os repasses da meia-passagem estudantil. Contudo, para efetuar novos pagamentos, é necessário receber dados detalhados sobre a utilização do benefício pelos estudantes, informações que, segundo o Estado, ainda não foram fornecidas pelo Sinetram. Sem esses dados, os repasses não podem ser feitos sem comprometer as exigências legais e a transparência na aplicação dos recursos públicos.
Aspectos legais da paralisação são investigados
O g1 apura se a paralisação foi precedida de assembleia da categoria e se respeitou os procedimentos legais para deflagração de greve, conforme a Lei nº 7.783/1989. Para que o movimento seja considerado uma greve regular, é necessário que haja deliberação em assembleia, comunicação prévia e, no caso de serviços essenciais como o transporte coletivo, a manutenção do atendimento das necessidades urgentes da população.
