Oposição Se Mobiliza Após Decisão do Tribunal de Justiça
A eleição para o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) será marcada pelo voto aberto, conforme determinação do regimento interno. A decisão foi tomada pela presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Suely Lopes, que negou o pedido do PDT para que a votação ocorresse de forma secreta. Com isso, a oposição já anunciou que irá obstruir a sessão, que está agendada para esta sexta-feira, às 11h.
Na manhã de hoje, nove partidos alinhados ao ex-prefeito Eduardo Paes, que é pré-candidato ao governo do estado, emitiram uma nota conjunta pedindo a realização do voto secreto. A oposição argumenta que essa modalidade de votação pode expor os parlamentares a pressões externas e, por isso, realizam protestos para não votar. Segundo eles, o voto aberto gera um ambiente de intimidação, o que poderia afetar a liberdade dos deputados em suas decisões.
Com a determinação do voto aberto, o PDT pode enfrentar dificuldades, especialmente para seu candidato Vitor Junior, que ficaria fora da disputa. Agora, a possibilidade de haver um candidato único à presidência da Alerj se torna mais real. Douglas Ruas, do PL, partido do ex-governador Cláudio Castro, vê-se em uma posição vantajosa. Ele é pré-candidato e critica os pedidos para que a votação seja secreta, defendendo que os eleitores devem ter conhecimento de como os deputados votam.
Douglas Ruas recentemente foi eleito em uma votação relâmpago no mês passado, quando ainda havia discussões sobre a possibilidade do presidente da Alerj assumir temporariamente o governo. Contudo, essa votação foi posteriormente anulada pelo Tribunal de Justiça, que considerou ilegal qualquer ato antes da posse do novo deputado Renan Jordy, que tomou posse esta semana após a cassação de Rodrigo Bacellar pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Em um cenário em que tanto o governador quanto o vice renunciaram, a presidência da Assembleia poderia ser ocupada pelo governador interino. Entretanto, uma decisão liminar do STF mantém Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, à frente do Executivo até que se defina como o estado suprirá o mandato temporário.
